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Nova GWT promete gerar código melhor do que o de programadores humanos

17/12/2007 às 15:46

Nem bem a Microsoft começou a se defender de que seu novo ambiente de programação .NET, o Volta, fosse um clone do GWT (Google Web Toolkit), a Google resolveu revelar como ela planeja superar os rivais na próxima versão de seu ambiente de geração de código em AJAX.

O GWT, em resumo, é um "compilador" que recebe código Java na entrada, e gera um conjunto de arquivos HTML, JavaScript, CSS, e Java no servidor. O GMail, por exemplo, é todo escrito em GWT.

Segundo os engenheiros da Google, a GWT 1.5, com prazo de lançamento previsto para o primeiro trimestre de 2008, vai produzir um código JavaScript melhor do que qualquer ser humano conseguiria, em termos de velocidade, tamanho e gerenciabilidade do código. Esperam, também, melhorar a geração de código Java (que roda do lado servidor da brincadeira). Diz o co-criador da GWT, Bruce Johnson, que "o problema das redes continua sendo o elo frágil a conectar aplicações online e serviços". Será que para alguém isso ainda seria novidade?

Também fazem parte dos planos da Google portar a GWT para o Google Gears (o mecanismo de banco de dados que permite que aplicativos como o Google Reader funcionem offline) e suporte para o Silverlight, da Microsoft.

Fico verdadeiramente admirado com os esforços que vemos (e dos quais eu me aproveito no meu dia a dia como consultor em empresas) para levar para páginas da Internet softwares que até então só eram pensados e planejados para o desktop. Claro que há razões para essa abordagem --- e eu as vejo todo dia --- como a facilidade de distribuição das novas versões (basta publicar em um único lugar), ou a não necessidade de manter diferentes conjuntos de fontes, bibliotecas, ambientes de desenvolvimento, para ter o sistema rodando em diversos sistemas operacionais.

Entretanto, GWT e frameworks de desenvolvimento em JavaScript não são panacéia, e cabe ao desenvolvedor de qualquer software para ser executado online avaliar se o melhor é tentar emular um ambiente de janelas dentro do navegador, ou manter webservices no servidor, e distribuir clientes capazes de acessar e interpretar esses webservices, assim como a Amazon ao disponibilizar para o mercado seu banco de dados S3. Mas isso é papo para um outro artigo.

[via: The Register]

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