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Roaming internacional, cadê a globalização?

Quem já viajou usando o smartphone certamente ficou impressionado com a conta no mês seguinte. As melhores alternativas para evitar este tipo de problema, são trocar o chip do seu celular por chips locais e continuar se comunicando pelo Whatsapp, Viber ou Skype e usar e abusar das conexões Wi-Fi que você encontrar.

07/06/2013 às 8:00

O termo globalização não é novo, surgiu na metade do século passado, mas nunca foi mais correto do que hoje. Empresas verdadeiramente multinacionais surgem diariamente, com filiais espalhadas pelos quatro cantos do planeta, e até mesmo pequenos empreendedores podem vender seus produtos para a Europa e comprar sua matéria-prima da China. Porém o problema surge com a necessidade das negociações físicas entre esses empresários, ao visitar seu cliente asiático a conta do seu celular pode acabar com metade dos lucros do seu negócio.

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A comunicação, item tão indispensável em uma viagem, já é caro quando você sai do seu DDD local e vai para a cidade/código de área vizinho ainda no Brasil, ao sair do país então, haja bolso amigos. Dependendo do país que você vai, e da operadora nacional que você usa, os valores do minuto de ligação para cá podem chegar a R$12 e o preço da navegação de internet avulsa pode chegar a R$33 por MB trafegado. O preço exagerado tem explicação, ao usar o celular fora, além de pagar para sua própria operadora, ela irá te tarifar extra para pagar a operadora internacional que educadamente lhe deixou usar seus valiosos recursos, acrescidos pelos impostos brasileiros, é claro.

Quem foi viajar com o celular e não se informou antes como funcionavam as tarifas internacionais quase morreu do coração quando voltou para o Brasil, esses com certeza sequer levarão o aparelho na próxima viagem. Quem se informou antes de ir, acabou chegando a conclusão que talvez seu chip não merecesse ir junto naquele tour pela Europa. A melhor forma de evitar um susto na conta de celular numa viagem internacional é não levar o celular na viagem, assim como o melhor método anticoncepcional é a abstinência. 🙂

O jeito é exportar o jeitinho brasileiro pro resto do mundo, ou seja, apelar para alternativas. Entre as mais usadas estão a compra de um chip local no país de destino, pré pago mesmo, para uso temporário, assim você pode avisar seus familiares/amigos e pelo menos não vai pagar para receber as ligações deles lá (e a ligação daqui pra lá é menos cara), sem contar que o custo da ligação com esse chip de lá é drasticamente mais barata. Essa alternativa é mais eficiente também contra o vilão invisível: roaming de dados. Você, detentor de um smartphone, saiba que a maioria já vem pré configurada para navegar na internet em qualquer lugar do mundo, e mesmo que você não abra o navegador e acesse algum site, vários aplicativos usam o chamado “dados em segundo plano” e acabam trafegando quantias significativas sem você nem perceber. Por isso usar a internet do chip local é muito mais interessante, sem contar que com ela liberada você pode usar nossos velhos conhecidos aplicativos de comunicação por texto ou voz: Skype, Viber, WhatsApp e afins.

O Wi-Fi também será um grande aliado na sua viagem internacional, deixe para publicar suas fotos clichês segurando a Torre de Pisa quando estiver de voltar ao hotel, ou enquanto estiver curtindo algum café italiano, e assim não corra riscos de cobranças exorbitantes. Também entendo seu desejo desesperado de dar um check-in no Museu do Louvre ao chegar lá, mas deixe o FourSquare para depois, ninguém vai reclamar se você disser que estava lá algumas horas depois. Mas não deposite todas suas fichas nos hotspots, dependendo do buraco em que você for se enfiar, a internet Wi-Fi pode não existir ou ainda ser mais cara que a própria internet da sua querida operadora nacional.

Mas estamos melhorando, as quatro grandes operadoras brasileiras lançaram pacotes que deixam tanto a ligação quanto o uso da internet internacional menos brutal para nossas carteiras. Era de se esperar, afinal a maioria das operadoras nacionais são quase filiais de operadoras maiores: a Claro do mexicano Carlos Slim é pertencente ao grupo América Móvil, a Tim é da homônima italiana, a Oi está praticamente nas mãos da Portugal Telecom e a Vivo é da espanhola Telefónica. Os pacotes geralmente variam de acordo com o país (ou o continente) que você vai visitar, também variam de acordo com o formato, algumas ofertam, por exemplo, navegação ilimitada a internet por um preço fixo no dia que usar e se usar (relou sem querer no ícone de internet, pagou o pacote cheio), outras vendem uma franquia de dados por um preço pré estabelecido (cuidado com os excedentes!). Caso você realmente precise do seu número durante a viagem, vale a pena conversar direitinho com sua operadora e ver o melhor pacote de acordo com o seu perfil de uso, tudo para evitar o susto na volta. Confiram preços e maiores informações aqui: Vivo, Claro, Tim e Oi.

Crédito da imagem: MacLife

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