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Suicídio induzido por trolls

06/12/2007 às 4:03

A coroa na foto, Tina, segura duas imagens de sua filha, Megan Meier, 13 anos. Ela era vítima de baixa auto-estima, e como toda adolescente americana, tinha uma página no MySpace.

Lá ela conheceu um garoto de 16 anos que dizia ser vizinho. O guri se aproximou, e por um mês mantiveram um, digamos, relacionamento online. Só que no final o tal pretendente começou a agredir a menina, dizendo que ela era má com os amigos. Depois postou mensagens em fóruns chamando-a de gorda, vagabunda, essas coisas.

Megan, que estava tomando antidepressivos, não suportou um último email, e se enforcou.

Tina Meier, mãe de Megan, descobriu algum tempo depois que o tal garoto não existia. O perfil, falso, havia sido criado por uma vizinha e um empregado, de 18 anos, com objetivo de atingir a menina.

Agora a verdadeira tragédia: Mesmo quase um ano após o caso, nenhuma condenação foi conseguida. Na verdade não conseguiram sequer iniciar um caso, a legislação não comporta esse tipo de assédio digital.

Isso nos EUA. Imaginem no Brasil.

Por enquanto os trolls ainda estão sujeitos no máximo a processos por calúnia e difamação. Crimes mais sérios, só quando há ameaça, o que não é (infelizmente) raro.

O que matou Megan foi algo muito conhecido por todo covarde que se esconde por trás de um pseudônimo e uma conta do hotmail: Impunidade. No dia em que formos todos tão responsáveis por nossas ações online quanto somos no mundo "real", não teremos mais Megans. Aliás, a Internet inteira ficará uma beleza.

Fonte: Google News

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