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Como os mano da US Navy caça as mina

Minas ainda são um perigo para navegação, mais de 100 anos após sua invenção, mas hoje ao invés de detoná-las com estagiários com imãs, usam-se trenós high-tech puxados por helicópteros.

05/06/2013 às 20:02

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Em uma coisa marinheiros e a patética comunidade do “real” concordam: minas são encrenca. Não é de hoje que rotas de navegação sofrem com campos minados. Na Segunda Guerra Mundial Stalin resolvia isso em terra utilizando prisioneiros políticos na nobre tarefa de limpar campos minados pisando nelas, mas no mar isso é logisticamente mais complicado.

As próprias minas evoluíram, das antigas minas de contato se tornaram bombas inteligentes detectando navios através de campos magnéticos, assinatura acústica e outros métodos mais esotéricos. As mais modernas ficam presas no fundo do oceano até que detectam um navio inimigo. Calculam seu tamanho, características de propulsão, data e hora, e se os parâmetros forem corretos, se soltam e sobem em direção a alvo.

A tecnologia de caça às minas evoluiu também. Antigamente usavam-se navios com sonares e redes. Os velhos caça-minas tinham casco de madeira, para evitar acionar minas magnéticas, mas isso os tornava alvos tentadores e de fácil afundabilidade.

Na Segunda Guerra Mundial tanto Aliados quanto o Eixo usaram aviões com geradores magnéticos, voando baixo sobre rotas de navegação, detonando minas inimigas. O sucesso era limitado, e não afetava o maior efeito de uma mina: psicológico. Se você diz que ali há um campo minado, o inimigo tem que ASSUMIR que é verdade, e gastar recursos para liberar a área. Isso vale também para forças submarinas. Nas Falklands boa parte da Armada Argentina ficou no porto, quando surgiu o boato de que a Inglaterra tinha três submarinos nucleares na área. Na verdade eles chegaram bem depois.

Na Primeira Guerra do Golfo vários navios aliados foram atingidos por minas iraquianas, causando bastante estrago. No vídeo abaixo é possível ver algumas das minas, os danos e uma equipe de mergulhadores detonando de forma controlada uma delas:

Hoje o trabalho de caça-minas é feito por equipamentos remotos, como o MK-105, esse trenó da foto lá de cima. É um hidrofólio, fica com a maior parte do casco fora da água, tem uma turbina usada como gerador eletroacústico e simula a assinatura sonora de um navio de guerra, além de puxar uma cauda magnética. Veja o bicho funcionando:

Avançando mais ainda, a Northrop-Grumman desenvolveu o AN/AQS-24A, um caça-minas robô com um sonar rebocado. Mais uma vez a Arte da Guerra se desenvolve atrás de uma tela de computador:

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