Meio Bit » Baú » Indústria » DRM e outros lixos: Quando apertar demais sai entre os dedos

DRM e outros lixos: Quando apertar demais sai entre os dedos

27/11/2007 às 18:24

Quando os videocassetes se popularizaram a indústria de entretenimento, capitaneada pelas emissoras de televisão, processaram os fabricantes, alegando que estavam perdendo milhões de dólares com filmes "pirateados" gravados direto do ar, e que as pessoas não veriam mais publicidade, que o céu pegaria fogo, o Anjo do Apocalipse abriria o Sétimo Selo, etc.

Obviamente nada disso aconteceu, e mesmo as tentativas de inibir pirataria direta (como o sistema Macrovision) nunca deram certo. A indústria de produtos eletrônicos entendeu, mas as emissoras não.

Quando criaram o formato DVD, uma das maiores preocupações era o controle de cópias. Também foi criada uma divisão em regiões, para evitar que filmes vendidos em uma parte do mundo fossem revendidos em outros lugares, prejudicando os distribuidores locais.

Hoje em dia isso é uma piada. Filmes são lançados quase simultaneamente, e o que o pessoal não acha em loja, vai no camelô ou baixa da Internet. Melhor para todo mundo (principalmente para quem vende) que o filme chegue na loja o mais rápido possível.

Essa complicação toda não foi imposta pelos fabricantes, e sim pelas produtoras de conteúdo. Os fabricantes não gostaram NADA disso, pois só encarecia e tornava mais complicada a produção de equipamentos, a fabricação de discos, etc. Pense bem, um filme poderia vir com legendas e áudio em 10, 15 idiomas, ao invés de um ou dois, como os casos da área 6 - somente China - ou a ridícula área 8 - navios, aviões e outros locais de exibição internacionais.

O resultado disso é que a maioria dos fabricantes intencionalmente sabotou o zoneamento. Há poucas proteções mais fáceis de quebrar do que o zoneamento de DVD Players, alguns modelos chineses apresentam menus completos de administração, cujos códigos de entrada vão, "misteriosamente" parar na Internet.

Historicamente os DVDs mais difíceis de "liberar" são os produzidos pela SONY, que também é atuante na área de produção de conteúdo. Mesmo assim, hoje até eles são "liberáveis".

Algo muito parecido acontece no mundo dos celulares, onde menus de acesso imperam e programas de terceiros acessar áreas intencionalmente mal-protegidas.

Quem diria que nosso maior aliado na luta contra as corporações de mídia seriam as corporações de eletro-eletrônicos?

relacionados


Comentários