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Orga versus Meca – II

27/11/2007 às 13:00

Sei lá, às vezes pinta um receio sim.

justin_27112007.JPG Se no início do século XX, a principal questão ao redor do "relacionamento" entre robôs e humanos restringia-se à esfera sindical, com os "orgas" clamando por postos de trabalho perdidos pela automação, o século XXI apresenta-se com novidades...preocupantes.

Vamos começar por Justin. Desenvolvido na Universidade de Nápoles e apresentado pelo professor Siciliano algumas semanas atrás, é o primeiro de sua espécie a ter um tipo de arquitetura (baseada nos braços DLR-III Light-Weight) que permite movimentos ultra-finos e sensibilidade incrível (detalhes neste vídeo aqui).

Este por exemplo, é um típico caso de medo-do-robô do século XX. "Nossa, ele poderá desenhar, operar, tocar um instrumento melhor do que um humano." Me lembrei agora da adaptação - médio,ruim-, do Eu Robô para o cinema , que apresenta o seguinte diálogo:

Detective Del Spooner: Human beings have dreams. Even dogs have dreams, but not you, you are just a machine. An imitation of life. Can a robot write a symphony? Can a robot turn a... canvas into a beautiful masterpiece?

Sonny: Can *you*?

(Mais frases aqui)

Bacana não? De que adianta dizer que um robô pode fazer maravilhas se eu nem ousei tentá-las? Sim, Justin poderá fazer tudo isso, mas provavelmente não irá. Será usado em exploração de minas ou regiões abissais, ou até mesmo será enviado para o Evereste ou ao K2 para salvar alguém etc.

Mas... Vejam o caso do RIBOGU Q. O brinquedinho foi desenvolvido pela japonesa ALSOK e é o primeiro a utilizar com sucesso a tecnologia de "identificador de faces"...para cruzar com as listas negras do governo e prender contraventores, criminosos, terroristas e suspeitos em geral. Isso assusta.

ribogu-q-guard-robot_26112007.jpg

Joga por terra as três leis da robótica, faz pensar que uma falha mínima num banco de dados controlado por um funcionário público sonolento pode levar você para a cadeia e transfere a sutileza da matéria legal (culpado ou não culpado e por quê) para a frieza de critérios binários...

É claro, que a despeito do tom geral do post, achamos sempre um ponto de equilíbrio para os efeitos da inventividade humana.

Mas, mesmo assim...é complicado, Watson, muito complicado.

Fontes: Justin e RIBOGU Q no Engadget

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