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O que falta para o Google Apps decolar?

06/11/2007 às 16:48

Há poucas semanas, o Google Apps lançou outros serviços em sua evolução para se tornar uma opção cada vez mais atraente para as empresas. A suite agora traz a possibilidade de criar e compartilhar apresentações online; traz ainda filtros de spam para o e-mail, bem como a recuperação de e-mails arquivados. Esta tem uma configuração com muitos passos, porém simples. Os filtros de e-mail ainda mostram as estatísticas de tráfego do domínio. Por último, e não menos importante, o e-mail agora tem 25 GB. Isso mesmo, 25 (vinte e cinco) GB.

Até o momento, apenas Universidades e pequenas empresas – isso quando ajudadas por consultorias menores, implantaram a suite Google Apps para fornecer um ambiente de trabalho e colaboração para seus funcionários. Já faz meses que o Google lançou a suite Google Apps como uma alternativa para prover aplicações de processador de texto, planilhas etc, porém ela ainda não desperta o interesse das grandes empresas. Por quê?

É bom que se diga primeiramente que a evolução da suite é espantosa; não lembro nenhuma empresa que tenha evoluído tanto uma suite em tão pouco tempo. Nem a Microsoft quando entrou na batalha com o Lotus 123 & Word Perfect, com sua suite Office.

Porém, a suite Google Apps tem um bom caminho a percorrer. Aqui nos EUA, as grandes empresas têm que obedecer a “Sarbanes-Oxley Act of 2002”, criada depois do episódio Enron, algo que o Google Apps ainda não está 100% compatível. Por exemplo: o usuário tem total controle de onde guardar seus documentos, com quem compartilhar, e para completar não existe a possibilidade de guardar os documentos em outro local que não seja o Google (fora o seu disco rígido com uma copia offline, claro).

Boa parte das grandes empresas nos EUA não utiliza "secure POP", nem POP para transmissão de e-mail para Outlook ou Notes, o que faz do e-mail uma opção pouco atraente para a maioria delas. Também o Google Talk não permite que você restrinja a rede de contatos ao domínio da sua empresa, como você pode fazer com o MSN interno do Microsoft Exchange, ou o antigo Sametime do Notes. Vídeo conferência ainda não apareceu como opção no Google Talk e é algo que as grandes empresas já estão de olho, pois diminui o custo de viagens e melhora a colaboração entre funcionários.

Estes são alguns exemplos do que a suite ainda tem que evoluir, e pelo que tenho acompanhado, creio que vai acontecer. Enquanto isso, ficamos no aguardo de novos serviços e opções.

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