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Onde eu estava em cada lançamento

Prestes a conhecermos o novo XBox, você lembra a época em que outros consoles foram lançados?

21/05/2013 às 11:45

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Não sei ao certo quando passei a acompanhar o mercado de videogames, lembro que quando comecei a jogar meu irmão ainda não sabia falar, então, imagino que meu primeiro DACTAR, clone do Atari que vinha com alguns jogos na memória tenha sido meu presente de Natal de 1990, quando eu tinha 6 anos. Eu não tinha a coordenação motora e nem a percepção de espaço que o videogame exigia, afinal sempre fui uma criança normal da década de 90 e brincava como tal, correndo descalço na rua, fazendo campeonatos de futebol de botão e corrida de tampinhas e outras coisas que as cidades do interior proporcionam.

Mas eu me lembro que em 1992, com 8 anos de idade, senti um pouco de inveja de um amigo que tinha ganho um novíssimo Super Nintendo, presente de uma tia abastada que o trouxe dos EUA. Bem na época dos juros altos e da inflação descontrolada, esse console habitou nos meus sonhos até 1997, ano que finalmente consegui juntar umas moedas e comprar meu SNES com a ajuda da minha mãe e um financiamento a perder de vista no Ponto Frio.

Guardo até hoje uma página do jornal O Globo de 1996, quando eu já tinha 12 anos, com o anúncio em página cheia do incrível N64, sim o Nintendo SixtyFór, com Super Mario 64 incluído. Como cada cartucho (sim crianças, videogame antigamente era com cartucho, fita para os íntimos) custava o preço de um Master System, R$ 129,90 (e eu ainda tinha um Atari, lembrem-se) e era bem mais caro que o salário mínimo (sim, o salário mínimo já foi R$ 100,00), eu nem sonhei em ter um Nintendo 64. E só pude joga-lo nas finadas locadoras de jogos, ou como eu chamava “videogamerama”.

O SNES fez minha diversão por anos, até que em 1999, a SEGA fez meus olhinhos pueris brilharem novamente, anúncio do Dreamcast, o primeiro videogame 128 bits. Como eu ainda não trabalhava, e a minha adolescência era dominada por cursos, estágios e uma escola de tempo integral, e a turma acabava de descobrir o War, só pude adquirir o mesmo em 2001. Meses antes da morte do último console da empresa. Compra, aliás, que foi a melhor que fiz até hoje. Troquei o videogame usado por um MP3 player que rodava CDs num rolo pelo Mercado Livre.

O PlayStation 2, não me encheu os olhos até que conheci a EyeToy (precursora espiritual do Kinect e do Move) em 2005. Comprei o PS2 e fiz a alegria da turma nas festinhas lá na casa da minha mãe. Mas foi uma compra casual e desinteressada. Lembro bem, em 2006, já com 22 anos, quando no mês de março participei de um evento da Sony onde o palestrante deixou escapar que o PS3 sairia no fim daquele ano. Não tive euforia, encarei como curiosidade apenas.

Mas em 2007, no meu trabalho só se falava de God Of War (2), me obriguei a conhecer o game e foi paixão certa, tão forte foi essa paixão, que acabei comprando um PlayStation 3 em 2009, a priori estava me preparando para jogar God Of War 3, mas a lista de games aumentou consideravelmente.

Estamos em 2013, não joguei nem a terça parte dos jogos que comprei. E hoje, teremos o anúncio oficial do XBox novo. Ansiedade, curiosidade, receio de comprar outro videogame e não usufruir. Devido ao momento que vivo, são coisas a se considerar.

Deu uma saudade daquele menininho de 6 anos, que jogava DACTAR descompromissadamente, hoje esse mesmo menininho ainda está em mim, em algum lugar amuado por não poder fazer tudo que lhe dá vontade, o homem de 28 anos é muito chato e precisa trabalhar.

Grande abraço e que venha o novo XBox.

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