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Obsolescência e inutilidade

30/10/2007 às 22:52

É mesmo incrível como equipamentos digitais ficam rapidamente obsoletos. Num dia, são o supra-sumo do desempenho, arrebatam legiões de fãs ensandecidos, deixam os críticos estupefados. Daí a pouco, são descartados como lixo. Triste destino...

Vamos a um exemplo prático: desde meados dos anos 1990 até pouco tempo, a 3DLabs era reconhecida como uma das maiores fabricantes de aceleradoras gráficas profissionais ( daquelas utilizadas pela NASA, em Hollywood e estações gráficas ). Depois de uma história conturbada, sendo vendida repetidas vezes ( a última, para a Creative, de quem se "divorciou" ano passado ), hoje a empresa desistiu das placas gráficas e se dedica a criar processadores gráficos embarcados.

Uma das maravilhas projetadas pela 3DLabs foi a WildCat II 5000. É, ou melhor, foi uma placa impressionante: com 80MB de RAM, RAMDAC de 300MHz, interface AGP Pro, suporte a OpenGL e 2048 x 1152 de resolução, era o sonho de consumo dos desenhistas de CAD no início do século.

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Fisicamente, ela ocupava quase todo o espaço ( 33 cm ) de um gabinete ATX, além do slot PCI mais próximo ao AGP. "Grande" é a palavra.

Como a 3DLabs direcionou toda a sua linha para suportar a OpenGL, os drivers para DirectX tinham desempenho ridículo. Não é preciso dizer que essa estratégia foi a principal responsável pelo naufrágio da linha, certo?

Bem, todo aquele poder de processamento, que fazia rir de orelha a orelha os profissionais da época, hoje mal serviria como peso de papel. E isso em apenas 6 anos!

O curioso foi encontrar uma dessas à venda, por meros R$ 50,00. Originalmente, saiu por volta de US$ 1.500,00! E, como na empresa se usa alguns programas de CAD, até que ela veio a calhar... junto com uma antiga Asus A7V600-X, está operando muito bem. Velha e obsoleta? Certamente. Inútil? Isso não...

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