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Tablets? A BlackBerry não acha que sejam tão relevantes assim

Entrevistamos Rick Costanzo, SVP de vendas globais da BlackBerry, sobre tablets e sobre o BES, plataforma de segurança.

17/05/2013 às 12:52

No último dia e em um dos últimos eventos do BlackBerry Live em Orlando, conversei com Rick Costanzo, SVP de vendas globais da empresa, que trouxe algumas informações gerais sobre a empresa.

“Ninguém está declarando vitória, mas somos a terceira maior plataforma mobile do mundo”, afirmou ele logo no começo da conversa. De acordo com ele, a BlackBerry está presente em 175 países e seu aplicativo de mensagens, o BBM, atinge a marca de 10 milhões de textos trocados todos dias.

Rick Costanzo, SVP de vendas da BlackBerry

Rick Costanzo, SVP de vendas da BlackBerry

Os aparelhos lançados já trouxeram novo ar para a BB: “As pessoas esperavam por um smartphone com nosso famoso teclado, mas lançamos o Z10 com tela de toque, e tivemos ótimas surpresas. E a chegada do Q10, com o tradicional teclado físico, só aumentou as vendas do Z10. Nem esperávamos por isso”, disse.

Rick Costanzo e a empresa parecem ter grandes planos para o BES, plataforma de segurança da BlackBerry:

E se o BES pudesse garantir a segurança não apenas de smartphones, mas também de carros, aviões, elevadores, todo tipo de interface? É com isso que a empresa está comprometida e por isso o BB10 demorou mais para sair, pois queríamos nos assegurar que a plataforma seja escalável e que tenha qualidade de usabilidade e de segurança”, explicou.

As facilidades do BES surpreenderam as corporacões, principalmente por suportarem não apenas dispositivos BlackBerry, como também iOS e Android, sem precisar de configuracões complexas, como VPNs.

E por que as pessoas voltariam para a BB ou escolheriam a BB em detrimento ao iOS ou Android?

Rick Costanzo afirma que a experiência do BlackBerry 10 deve conquistar o usuário, com itens como o teclado, o hub (parte do sistema que reúne toda as notificações do usuário), o Balance (que divide e protege tanto o lado pessoal como o corporativo do aparelho) e bateria substituível, entre outros.

É lógico que a BlackBerry quer competir também em hardware, mas seu grande trunfo é oferecer conectividade com segurança, não importando a plataforma. Costanzo também avisou que vão continuar cuidando do BlackBerry OS, o antigo sistema da plataforma, uma vez que muitas pessoas ainda o utilizam, pois são dez anos de estrada e sua loja ainda é bem rentável.

Ele falou rapidamente sobre tablets, dando a entender que estava falando também do PlayBook. “É difícil ganhar dinheiro com isso”, afirmou, e confessou não saber qual o futuro dos tablets no mercado, e que também não sabe se tablets serão relevantes como as pessoas esperam.

“Tecnologia móvel é muito mais do que focar em apenas uma interpretação do que ela pode ser, temos que pensar acima e além disso. Não empurramos TVs, notebooks e outras coisas ao usuário, propomos a ele uma plataforma que pode estar em diferentes telas”, disse.

Ele admite que estão explorando diferentes tipos de form factors, e pensam coisas como “sete polegadas? Seis polegadas?”, e que estão trabalhando duro por um equilíbrio, inclusive brincando com o enorme tamanho de devices como o Galaxy Note, da Samsung.

[Nota do editor, Emanuel Laguna: o CEO da BlackBerry, Thorsten Heins, já declarou em entrevista à Bloomberg que “tablets não seriam um bom modelo de negócios”.]

Quando questionado sobre os números da empresa, Rick Costanzo disse que “prefere apenas entregar as soluções, pois sabe trabalhar com números (ele não estaria nesse emprego se não soubesse fazer isso) e poderia colocar qualquer um deles a favor das vendas e da empresa.”

Essa postura do SVP de vendas globais mostra uma BlackBerry bem desconfiada, escondendo números, algo esperado para sua atual posição no mercado. Entretanto, mostra também que estão se mexendo, e, embora um pouco fora dos holofotes ultimamente, ainda possui uma grande base de clientes, continua sendo expert no que faz, segurança (inclusive de seus próprios dados).

No geral, o saldo final do evento, em minha opinião, foi positivo. O evento foi de grandes proporções, e reuniu muita gente, entre jornalistas, desenvolvedores, analistas de mercado e entusiastas da marca O clima era de otimismo para todos os lados, e creio que o BB Live vai gerar um bom retorno para a empresa. Boa sorte para eles.

*Stella Dauer foi ao evento BlackBerry Live, em Orlando, a convite da empresa.

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