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BlackBerry incentiva desenvolvedor com dois centros de tecnologia no Brasil

BlackBerry Live: entrevistamos João Stricker, diretor geral da BlackBerry para o Brasil.

17/05/2013 às 9:33

Em mais uma coletiva, conversei com João Stricker, diretor geral da BlackBerry para o Brasil. Ele respondeu perguntas sobre o mercado geral, e também deu algumas informações sobre o futuro da empresa no país.

Para a BlackBerry, o Brasil é um país chave não apenas na América Latina, mas em todo o mundo. “Não tem como ser bem sucedido sem o Brasil. Em 2014, estima-se que o Brasil deva ser o quinto maior mercado do mundo em smartphones”, afirmou. Parece que só a HTC não consegue vender aqui.

BlackBerry 10

No Brasil, a empresa canadense segura 42% do market share corporativo, e por isso há muitos planos para o Brasil, que é tão importante quanto qualquer outro na mira da empresa. O Z10 acabou de chegar em nossas terras, mas já estava sendo testado por empresas como Itaú e BTG, e a aceitação foi a melhor possível.

O maior encanto é sempre com o teclado, que mesmo em sua versão virtual, conquista mais fãs para a empresa. O sistema de segurança de dados BES10 também foi bem recebido, e de acordo com Stricker será a solução de diversas empresas no Brasil.

BlackBerry não teme a concorrência, e oferece soluções

O Balance também é importante. Stricker contou que não apenas os usuários, mas também empresas estão pedindo essa feature, que separa completamente o pessoal do profissional nos aparelhos da marca. É possível, por exemplo, apagar apenas o lado corporativo de um aparelho, e deixar intactas as fotos das férias do funcionário, no lado pessoal.

Isso facilita a vinda do que eles chamam de BYOD (Bring Your Own Device), mas Stricker afirma não ter receio de perder mercado para o Android e o iOS no meio corporativo por causa disso. "As questões de segurança e outros atrativos do BB10se garantem", explicou.

BBM multiplataforma chega na hora certa

João Stricker, diretor da BlackBerry para o Brasil

João Stricker, diretor da BlackBerry para o Brasil

De acordo com ele, 50% dos usuários do novo Z10 vieram de outras plataformas. “Eles estavam esperando pelo teclado, estavam ansiosos para voltar”, disse Stricker. O BBM e seu recente lançamento para iOS e Android também não são um tiro n'água: “Essa é a hora certa para fazermos isso, pois agora o BB10 e seus hardwares têm mais diferenciais, possuem vantagens. O BBM seria uma experiência do usuário com a plataforma, e talvez migre para um BlackBerry”.

No Brasil, o público jovem aderiu em bom número à BlackBerry, justamente por causa do BBM. E Stricker não teme a concorrência de apps como WhatsApp, Messenger do Facebook ou Hangouts da Google, pois crê que o BBM tem mais qualidade e garante mais segurança em seu uso.

Novos aparelhos no Brasil

O diretor também falou da chegada dos novos aparelhos, Q10 e Q5, país. Apesar do recente lançamento do Z10, Stricker não sabe precisar a data de chegada dos outros dois modelos isso por causa de ajustes do sistema operacional para o país e burocracias relacionadas à Anatel.

O que se espera é que eles cheguem ainda em 2013, no início do segundo semestre. Stricker também não falou sobre preços, mas calculo que por ser um mid range, o Q5 deva chegar com preços entre R$ 900 e R$ 1.300, apostando no valor maior. Já o Q10, acredito que chegue por valores entre R$ 1.200 e R$ 1.600.

Stricker acredita no sucesso do Q5 no Brasil. O smartphone, que tem como alvo países emergentes, é um dos poucos em sua categoria que irá chegar ao país com tela de toque, teclado físico, bom hardware e LTE compatível.

Questionado sobre a entrada dos aparelhos na MP do Bem, medida do governo que isenta aparelhos de alguns impostos, caso sigam alguns itens, o diretor afirmou que, por enquanto, a BlackBerry trabalha apenas com modelos importados. Mas ele não descarta a solução, e a empresa estaria verificando a viabilidade do processo.

Tech Centers são aposta para atrair desenvolvedores no Brasil

Uma das mais interessantes mostras de que a BleckBerry quer crescer no Brasil, e deseja que o Brasil cresça, são os centros de tecnologia inaugurados recentemente no país, em parceria com universidades nacionais. Até o momento são dois, um em Recife e outro em Maceió, mas mais três estão a caminho.

Os Tech Centers ajudam no fomento aos desenvolvedores, atuam em suporte e vão além dos apps, ensinam as pessoas a terem uma startup, a realmente levar uma empresa, em todos os seus sentidos, não apenas no técnico. Essa iniciativa faz parte do Programa Acadêmico da empresa, fortalecendo as habilidades e competitividade de provedores locais, crescendo também os interessados no BB10 no Brasil.

Além disso, Stricker afirma que existem coisas que deixam o BB10 atraente para os desenvolvedores, e um deles é o Hub. Nele ficam concentradas todas as notificações de redes sociais, emails, BBM, e outros meios de comunicação.

A parte financeira também é um incentivo, uma vez que a loja de apps do BlackBerry OS (antigo sistema operacional da empresa) é a segunda mais rentável. A segurança das avaliações e dos apps publicados também ajudam a melhorar a experiência dos aplicativos.

Os maiores desafios no país

Quando questionado sobre qual seria o maior desafio da BB no Brasil, Stricker afirmou que o portfolio da empresa não cresceu para o mercado consumidor, apesar de ter se mantido grande no corporativo. Por isso, o maior desafio da BlackBerry é recuperar o mind share do usuário comum, e mostrar que seus aparelhos e sistema também são bons no uso pessoal.

Por último, ficou a pergunta mais divertida. Porque a BlackBerry só fala em iOS e Android? E o Windows Phone? “Não temos demanda para esse sistema, por isso não está em nossos planos”, diz Stricker, chutando forte o sistema operacional da Microsoft.

*Stella Dauer participou do BlackBerry Live em Orlando a convite da empresa.

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