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Microsoft se rende!

23/10/2007 às 12:20

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A ação que vinha correndo por nove anos na União Européia envolvendo a Microsoft chegou ao fim. A Empresa de Washington chegou a um final, onde duas decisões principais foram tomadas:

1 - Irão disponibilizar documentação completa de seus protocolos para que os competidores possam criar produtores concorrentes que se comuniquem com o Windows Server da mesma forma que os produtos nativos da empresa. Os protocolos serão disponibilizados mediante um pagamento único, de €10.000 e o uso dos mesmos envolverá royalties de 0,4%¨do faturamento das empresas.

2 - Pagarão a multa de €3 milhões / dia, que já está em €450 milhões.

Foi uma vitória? Se foi, foi no estilo do Rei Leônidas. Sem querer estragar a festa, como foi dito em um artigo da Foundation for a Free Information Infrastructure, seu presidente, Pieter Hintjens, diz:

A decisão parce positiva mas está cinco anos atrasada. Durante esse tempo, a Microsoft fez lobby por patentes de software na Europa e adquiriu patentes de muitos conceitos triviais. Alegou violações de patentes contra o linux, colocou bombas-relógio de patentes nos seus formatos e interfaces, e transformou o medo de patentes no núcleo de sua estratégia de negócios. Agora vai abrir seus formatos, porque isso deixa que ampliem sua franquia de patentes de software mais ainda.

Nada pessoal, meninos e meninas. São apenas business.

Jeremy Allison, do SAMBA, leu as especificações do MCPP (Microsoft Communications Protocol Program), devidamente protegido por patentes, e basicamente é impossível distribuir uma aplicação open source usando a especificação, por causa das patentes.

Então, enquanto a União Européia poderia estar tomando a dianteira e discutindo todo o conceito de patentes de software, preferiu gastar nove anos em uma briga besta, que lidou inclusive com a exigência de que o Windows não viesse com o Windows Media Player já instalado. A Microsoft depois de um tempo aceitou e vende seus Windows Europeus assim. Em tempos de banda larga, nada poderia ser mais irrelevante.

A própria multa, que está deixando os fanboys que vivem de mesada pulando de alegria, cheios de schadenfreude, significa para uma empresa que fatura US$50.1 bilhões de dólares por ano pouco mais de 1% de seu faturamento.

A decisão abriu caminho para outras, a União Européia está de olho agora em empresas como a Intel, acusada de vender processadores mais baratos do que o preço de custo, usar rebates e outras técnicas para prejudicar a concorrência, no caso a AMD.

Para a Microsoft, foi um excelente investimento. 50 milhões de Euros por ano distraindo os Europeus enquanto na frente de todo mundo implementava sua nova estratégia. Excelente. Muito mais eficiente que qualquer blitzkrieg.

Sabem que mais perde com isso? Leiam o próximo artigo...

Fontes: The Wall Street Journal, Computerworld, Reuters, MacDailyNews

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