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Criatividade x capitalismo

10/10/2007 às 21:50

Nada como um dia após o outro. Meses antes do lançamento do Wii lembro de várias pessoas dizendo que a Nintendo estava morta, que seu destino seria tornar-se uma Sega e coisas do tipo. O tempo passou, o console fabricado pela empresa-que-só-faz-jogo-de-criança se tornou um sucesso e a turma de Miyamoto conseguiu atingir sua meta: transformar pessoas até então inexperientes em "jogadores de videogames".

Mais do que isso, a BigN conseguiu trazer algo que a indústria estava precisando, respeito. Hoje não se fala apenas na empresa japonesa como uma fabricante de jogos eletrônicos. Frequentemente vemos o nome da Nintendo nas manchetes sobre economia (aqui e aqui)ou em matérias em veículos que antes não davam muita atenção aos videogames.

É óbvio que muitas pessoas fecham os olhos para as façanhas da empresa (também conhecidos como fanboy, termo que não gosto muito) mas está ficando cada vez mais difícil não se render a criatividade daquela que pode ser conhecida como uma das poucas remanescentes do tempo em que videogame era apenas um passatempo e a criatividade contava mais do que qualquer outra coisa.

Essa semana o site Gamasutra publicou uma matéria falando sobre a eleição anual realizada pela revista Game Developer onde a BigN derrubou a EA e assumiu o primeiro lugar no ranking das melhores desenvolvedoras de jogos. Pois é amigos, o grande império foi derrotado. Há anos a EA vem sido reconhecida como a maior produtora do mundo (o que discordo) contudo, nesse ano eles terão que amargar um segundo lugar.

É evidente que em um mundo capitalista as atitudes da empresa americana são aceitáveis, mas lançar a mesma versão de um determindao jogo ano após ano e comprar outras empresas menores não lhe garantem um título como este, pelo menos na minha opnião.

É mais evidente ainda que a Nintendo virou os holofotes para seu lado devido às vendas monstruosas tanto do Wii quanto do DS, mas acho que esta eleição, que pode até ser questionável, acaba lavando a alma de muito jogadores, que assim como eu, cresceram se divertindo com os games em uma época onde o mais importante não eram nem os gráficos nem a valor de produção de um título e sim a diversão que o designer conseguia nos proporcionar.

O sucesso da Nintendo mostra que ainda é possível fazer videogames criativos e ganhar dinheiro com isso.

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