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QUEREM ROUBAR A AMAZÔNIA! (pior que dessa vez é quase verdade)

E lá vamos nós: Brasil e Peru querem impedir que a Amazônia seja explorada por estrangeiros no ICANN (é sério).

29/04/2013 às 15:48

bobagemretardada Uma das maiores bobagens que já cruzou a Internet foi o hoax “Querem roubar a Amazônia”, criado por um site ultranacionalista para promover ódio aos EUA. Escrito em um inglês macarrônico, o material seria parte de um livro didático americano onde a Amazônia seria mostrada como uma reserva internacional.

O texto é risível, ninguém com um mínimo de familiaridade com inglês acreditaria que foi escrito por um nativo. As imagens apresentam resoluções diferentes e contrariando todas as convenções existentes, é uma página da direita, PAR, mas mesmo assim a besteira foi parar na mídia, chegando a ser discutida na Escola Superior de Guerra, o que me deixou com tanta confiança em nossa Elite Militar que já mantenho um lençol branco e um bambu guardados caso sejamos invadidos pelo Suriname.

Agora, a história se repete como farsa. Com a liberação de Top Level Domains em formatos além dos tradicionais .com, .net, .sigla do país e similares, muitas empresas estão tentando resguardar seus interesses, inclusive a… Amazon.

Eles entraram com pedido de registro do sufixo .amazon, e isso não agradou nada ao Brasil e ao Peru, afinal internet é serious business e isso pode afetar profundamente nosso papel no cenário geopolítico econômico mundial.

Os dois países entraram com um pedido de cancelamento do registro junto ao ICANN, Internet Corporation for Assigned Names and Numbers, o órgão regulador dessa bagaça toda. Nosso glorioso ministro da Ciência e Tecnologia, depois de fomentar nosso programa espacial, liberar verbas para pesquisa genética, resolver a crise energética com reatores de Tório e criar uma vacina anti-AIDS com gosto de cerveja, dedicou seu tempo a este importante assunto, declarando:

“Permitir que empresas privadas registrem nomes geográficos como domínios genéricos para reforçar sua estratégia de marca ou lucrar com o significado desses nomes não serve, de nosso ponto de vista, ao interesse público”

Verdade, Ministro, 90% do sucesso da Amazon vem do nome. Da mesma forma o sucesso da Apple é explicado por se associar a uma fruta que todo mundo gosta.

A questão será debatida em um encontro do ICANN em Julho, na África do Sul, a empresa já foi chamada a defender a solicitação. Quanto ao nosso Ministro, seria interessante saber se queremos proibir apenas Amazon, em inglês, ou .amazonia, .amazonas, .amazonian e variações nos 17433 idiomas falados pelo mundo.

Fonte: Fox News

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