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Google Glass, Pr0n e Neuromancer: tudo a ver

Indústria pr0n elege Google Glass como a nova revolução do meio, que pode ficar bem parecida com os Simstims previstos por William Gibson.

24/04/2013 às 13:28

A verdade do universo (tá, uma delas, a outra só o Shaka sabe) é que a indústria da ponografia e tecnologia sempre andaram de mãos dadas, desde quando nossos ancestrais resolveram andar em duas pernas. Uma prova cabal disso é esse consolo de pedra encontrado numa caverna na Alemanha, datado de cerca de 30 mil anos.

Tudo o que usamos hoje se popularizou graças à sacanagem. Que o diga o Betamax, que era superior tecnologicamente ao VHS (Al Bundy ainda deve ter o dele) ou o HD-DVD em relação ao Blu-ray. Quando a indústria porn abraçou eles, todo mundo foi atrás (epa!).

Obviamente o Google Glass seria a nova menina dos olhos das produtoras de filmes educativos para maiores, o que pode ajudar e muito o gadget a se popularizar de vez.

Segundo Alana Evans e Missy Martinez, atrizes pornô e apresentadoras do programa de rádio online The Naughty Gamers Show (NSFW, óbvio), "o Glass vai causar um grande boom na produção de vídeos POV," - Point of View, em que a câmera fica posicionada de forma a criar uma perspectiva em primeira pessoa - "pois vai facilitar a produção dos vídeos".

E tem razão. O Glass filma em HD, então qualidade não é problema. E o fato do ator/câmeraman não ter que segurar o aparato (ou acoplá-la ao ombro) durante o ato fornicatório pode dar ainda mais imersão ao espectador, já que a intenção é que ele se sinta no lugar do cara.

Não somente produção, mas os consumidores também seriam beneficiados com o Glass: filmes pr0n interativos já existem, mas o Google Glass permitiria muito mais interatividade. E ainda mencionam conectá-lo a aparelhos USB de self-pleasure como o Real Touch, que existem aos montes (tem até uma versão joystick, cortesia do Japão, claro) como forma de tornar a "experiência" mais "realista".

Fica evidente que é a indústria pr0n vai vender uma forma ainda mais imersiva de simulação de estímulos, ou Simstim, como William Gibson eternizou em Neuromancer e Mona Lisa Overdrive, entre outras obras. Hoje em dia o que ele escreveu e parecia coisa de um futuro distante está literalmente ao alcance de um click (e disponibilidade financeira, já o Glass é caro pra chuchu).

Por outro lado, numa curiosa coincidência o próprio Gibson recentemente testou o Google Glass, ainda que por poucos segundos.

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Gibson estava dando uma palestra no New York Public Library, quando um espectador ofereceu seu gadget para que ele experimentasse. Nada mais justo que o pai do Cyberpunk e um dos responsáveis indiretos pelo avanço tecnológico (tanto quanto Clarke, Asimov, Bradburry e Gene Roddenberry) provasse como é se sentir como um dos seus muitos personagens. A avaliação dele?

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Apesar de ficar decepcionado por ter usado por tão pouco tempo, ele adorou. Só acha que no futuro ele deverá ter um visual menos óbvio como o scouter, e mais parecido com um óculos mesmo. Pena, não veremos lentes iguais às da Molly Millions...

No fim, William Gibson previu o sexo à distância por estímulos recebidos de outra pessoa (ainda que na imaginação). Esse futuro pode acabar fazendo com pessoas deixem (ainda mais) o contato com pessoas reais e preferindo a realidade virtual. É uma relação win-win, já que não gerarão descendentes por livre e espontânea vontade e a humanidade como um todo sai lucrando nessa.

Fonte: Mashable, aqui e aqui.

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