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Criador do XCOM reclama da inteligência artificial nos games

Para Julian Gollop, inteligência artificial nos games evoluiu poucos ultimamente e culpa seria a incessante busca por gráficos mais realistas.

24/04/2013 às 16:00

xcom_24.04.13

Pelo jeito eu não estou sozinho na minha cruzada clamando por uma inteligência artificial mais apurada nos games e quem se juntou a ela foi Julian Gollop, criador da aclamada série XCOM. Durante um artigo muito interessante publicado no site PCGamer, o game designer falou sobre como vê esse aspecto, que como muitos devem concordar, infelizmente é deixado de lado devido a busca por gráficos cada vez mais realistas.

Isso acontece porque isto [os gráficos] é a coisa que imediatamente impressiona as pessoas. Assim que começamos a interagir com um mundo com ótimos gráficos, percebemos que ele na verdade não é realmente tão interativo. Sempre me incomodou a maneira como os jogos se desenvolveram ao longo dos anos.

Mesmo se pegarmos o Assassin's Creed, que é um jogo fenomenalmente complexo com todos aqueles NPCs vagando por aí, para ser sincero tudo não passa de uma simples ilusão. Quero dizer, os jogos não evoluíram de verdade nesta direção e acho que o que as pessoas gostam nesse nível psicológico tem mais a ver com de certa forma massagearem seu próprio ego através desses ciclos bastante simples de recompensa.

O game designer disse também que mesmo com as limitações técnicas da época, o XCOM emulava a inteligência de uma maneira mais realista do que vemos em boa parte dos jogos hoje em dia, muito devido a natureza imprevisível dos inimigos do jogo. Ele também afirmou acreditar que as campanhas de marketing hoje em dia acabam estragando os jogos, fazendo com que a expectativa em torno deles seja exagerada e que o design dos títulos muitas vezes são estragados pelos responsáveis em divulgar os títulos.

Gosto muito do exemplo dado por Gollop ao citar Assassin’s Creed, pois como já disse certa vez, eu gostaria muito de ver um jogo como o Grand Theft Auto onde os personagens controlados pelo computador agissem com mais naturalidade e não apenas como um bando de robôs que estão ali apenas para ocupar espaço, seguindo um roteiro pré-determinado e que por isso não nos importamos de matá-los, simplesmente porque sabemos que outra “carcaça” logo ocupará o seu lugar.

Na minha opinião uma inteligência artificial mais real ajudaria muito a aumentar a imersão, muito mais do que gráficos mais detalhados e meu medo é que eu não viva o suficiente para ver o dia em que um jogo assim chegará ao mercado, aquele que passará a se conhecido como o grande divisor de águas.

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