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Para Crytek, gráficos são 60% de um jogo

Para CEO da Crytek, a parte mais importe de um jogo são seus gráficos. Será que alguém concorda?

15/04/2013 às 14:45

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Quando você pensa nos jogos criados pela Crytek, qual é a primeira coisa que lhe passa pela cabeça? Várias pessoas diriam que são títulos visualmente impecáveis, mas que servem muito mais como demos tecnológicas do que jogos inesquecíveis. Mas se isso pode ser considerado um defeito para boa parte dos jogadores, para o CEO Cevat Yerli é justamente o contrário, já que em sua palavras, a maior parte dos games são seus gráficos.

As pessoas dizem que os gráficos não importam, mas jogue o Crysis e me diga que eles não importam. Sempre foram os gráficos que ditaram a jogabilidade. Gráficos, seja a iluminação ou as sombras, colocam o jogador em um diferente contexto emocional e comanda a imersão. E a imersão é efetivamente a coisa número um que podemos usar para convencer as pessoas a entrarem para este mundo.

Quanto melhor os gráficos, melhor a física, melhor o design de som, melhor os aspectos técnicos e os valores de produção emparelhado com a direção artística. Isso faz as coisas parecerem espetaculares e estilisticamente, representa 60% de um jogo.

Eu já disse isso anteriormente aqui no blog mas não custa repetir. Eu não defendo a teoria de que belos gráficos não importam e não tenho medo de dizer que não estaria satisfeito se ainda hoje jogássemos games com a qualidade visual do primeiro PlayStation e é claro que adoro poder ter acesso a títulos capazes de nos deixar de queixo caído.

Porém, isso não significa que apenas o fotorealismo me agrade e na verdade acredito que mais importante do que uma engine poderosa é a direção artística empregada. Por isso posso dizer que me impressionei muito mais com um Okami ou Super Mario Galaxy do que com um Battlefield 3 ou Crysis e não gosto da ideia de que a maior parte da graça de um jogo esteja no seu visual, mesmo se tratando de uma mídia cujo o foco está justamente neste quesito.

Sinceramente Mr. Yerli, talvez fosse melhor que sua empresa deixasse a criação de jogos de lado e focasse em fazer o que sabem melhor, criar boas engines.

[via X360 Magazine]

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