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Stephen Hawking: “não sobreviveremos mais mil anos neste frágil planeta”

Renomado físico Stephen Hawking alerta: se não deixarmos a Terra em busca de novos planetas, vamos sumir em mil anos.

12/04/2013 às 12:43

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Não é de hoje que o físico inglês Stephen Hawking vem fazendo alertas de que a humanidade anda abusando do planeta, mas não no sentido de que vamos destruir a natureza, e sim de que vamos acabar nos explodindo de verde-e-amarelo sozinhos. Afinal o planeta é um sistema auto-regenerativo que já passou por coisa muito pior. Em última análise, o planeta está bem, mas nós estamos ferrados.

Em 2010 Hawking disse em entrevista que não conseguiremos evitar desastres pelos próximos 100 ou 1.000 anos, e que "a humanidade não deve colocar seus ovos em apenas uma cesta ou planeta". O único porém é achar uma nova casa.

Agora, em declaração recente, Stephen Hawking foi categórico: se não deixarmos a Terra em busca de novos planetas, vamos sumir em mil anos.

Durante visita ao Hospital Cedars-Sinai de Los Angeles para pacientes que, como ele, sofrem de esclerose lateral amiotrófica (ELA), Hawking disse:

Precisamos continuar a explorar o universo pelo bem da humanidade. Se entendermos como o universo opera, poderíamos controlá-lo de alguma forma. (...) Nós não sobreviveremos outros mil anos sem escapar deste frágil planeta.

Não que não hajam esforços para encontrar outros planetas habitáveis: dentre os vários exoplanetas consideravelmente habitáveis, há um em especial que pode ser um gêmeo da Terra: Kepler-22b. Ele orbita uma estrela semelhante ao Sol dentro da chamada zona habitável. Há especulações de, no caso de ele ter um Efeito Estufa semelhante ao da Terra (que Sagan não permita que seja igual ao de Vênus), sua temperatura média ficaria na casa do 15º C. Claro, o único porém é a distância: "apenas" 620 anos-luz da Terra.

Há também os planetas-gêmeos Tau Ceti e e Tau Ceti-f a apenas 12 anos-luz, mas a existência deles não foi confirmada.

Querendo ou não, ainda vamos ficar um bom tempo por aqui. Mas se as previsões de Hawking estiverem corretas, agora temos um deadline. E ele não é alguém que a comunidade científica costuma ignorar, dado seu histórico.

Stephen Hawking é, sob todos os aspectos, um assombro. Uma mente genial presa num corpo decrépito, seus feitos na área da Física Quântica se tornam ainda mais sensacionais se lembrarmos que o médico que o diagnosticou com ELA lhe deu só dois anos de vida. Isso foi em 1963; Hawking hoje tem 71.

A comunidade médica simplesmente não sabe como ele permanece vivo até hoje; pessoas diagnosticadas com ELA geralmente não vivem mais do que 10 ou 12 anos, e 50 definitivamente é incomum.

Confinado em uma cadeira de rodas desde a juventude, Hawking hoje se comunica através de um sistema complexo: um pequeno sensor infravermelho instalado em seus óculos prescruta seu rosto, enquanto ele olha para um cursor na tela percorrendo vários caracteres. Ao detectar um movimento de sua bochecha, ele marca a letra. Tal método só permite que ele construa uma palavra por minuto, e uma frase dita por aquela voz robótica cateterística leva portanto vários para ser concluída.

Porém mesmo essa comunicação está comprometida: seu músculo facial começou a se atrofiar, o que poderia calar para sempre um dos maiores cientistas do século 20, não fossem os esforços de empresas como a Intel.

Em 2011 Hawking entrou em contato com o co-fundador Gordon Moore, solicitando um sistema que permitisse uma comunicação mais rápida. Através de um novo sistema que capta movimentos não só da bochecha como também olhos e boca, a expectativa é de subir a composição de palavras para até 5 por minuto, e atingir um pico de 10 palavras por minuto.

O mais ambicioso projeto, entretanto, é chamado de iBrain: um dispositivo do tamanho de uma caixa de fósforos, desenvolvido originalmente para monitorar outros problemas neurológicos como apineia do sono, autismo e outros. Na última semana Hawking foi ligado ao aparelhinho, e enquanto imaginava amassar uma bola com a mão direita, os impulsos foram captados e através de um software específico, transformados em pontos numa escala.

A esperança é que no futuro o sistema possa traduzir os pensamentos de Hawking e outros que sofrem da mesma doença, e permitir que eles se comuniquem de forma fluída. Espero mesmo que as atuais pesquisas permitam que ele continue se comunicando, seria uma perda enorme se uma mente tão genial ficasse isolada do mundo.

Fonte: RT.

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