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A Indústria pornô descobriu o P2P

11/09/2007 às 8:43

meiobit-ronjeremy.jpg Em uma conferência representantes das principais produtoras de conteúdo adulto se demonstraram preocupados com a pirataria, que corresponde a 4% de seu faturamento, com perdas anuais de US$2 bilhões. Um outro número foi ventilado, mas me parece ridiculamente pequeno: Segundo as mesmas fontes, 5% dos arquivos disponibilizados em redes P2P é conteúdo adulto.

Só 5%? Se procurar por "Madre Teresa" no eMule é capaz de aparecer conteúdo adulto. A sacanagem é a mola-mestra da Internet, 5% é uma ofensa para gente como eu que baixava GIFs, de 320x240 pixels e achava o máximo.

Felizmente o que tem de inovadora (a indústria de entretenimento adulto é sempre a primeira a aproveitar novas tecnologias, como fotografia digital, vídeo streaming, etc) tem de amadora. Embora algumas medidas judiciais sejam ventiladas, a principal atitude tomada até agora foi a criação de um fórum, onde serão armazenados screenshots dos sites que distribuem, em especial via Bit Torrent, conteúdo adulto ilegal. (ilegal no bom sentido, violação de copyright, nada envolvendo baby pandas)

Dada a volatilidade do conteúdo adulto, acho difícil que a maioria dos sites concorde em se envolver nessa iniciativa. A imagem negativa será, bem, negativa, e o retorno será pouco ou nulo. O consumidor de conteúdo adulto pago não é o mesmo consumidor via P2P. Não há uma justaposição, como no caso dos filmes mainstream. E mesmo que esses 4% de perdas forem reais, ainda é melhor tratá-los como aceitáveis do que tentar ganhar onde nem a RIAA ou a MPAA conseguiram sucesso.

Via: Torrentfreak

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