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Senadora americana quer cruzada contra jogos violentos

Para senadora dos EUA< se estúdios não pararem de criar jogos violentos, governo deverá tomar uma atitude.

09/04/2013 às 14:35

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A discussão sobre os games incentivarem a violência parece longe de ter acabado e mesmo com profissionais declarando que tal associação não deveria ser feita, há quem continue jogando a culpa nos jogos eletrônicos e lutando para que as desenvolvedoras parem de criar títulos que retratem atos violentos.

Uma dessas pessoas é a senadora Dianne Feinstein, que durante um evento na última semana deu um aviso bastante claro: Se nada for feito em breve no sentido de diminuir a violência nos games, o congresso norte-americano deverá interceder, pois na sua opinião os videogames representam “um papel muito negativo para os jovens e a indústria deve tomar nota disso.” Ainda segundo ela, se o massacre de Sandy Hook não foi o suficiente para mostrar o impacto que os jogos de tiro podem ter nas pessoas, então talvez os políticos tenham que tomar uma atitude.

Será interessante ver até onde a ameaça da senadora irá, pois me parece improvável que os estúdios recuem e deixem de lançar títulos como um Call of Duty, onde a violência faz parte do seu DNA e que convenhamos, é um dos principais responsáveis por seu sucesso.

O fato é que esta é uma briga de cachorro grande, onde de um lado temos uma indústria multimilionária e consumidores que querem ter o direito de matar personagens num mundo virtual, mas do outro estão os políticos bonzinhos que só enxergam o bem da comunidade e as fabricantes de armas, que estão pouco se lixando se um moleque desequilibrado não enfrentará dificuldade em comprar uma M16 para matar dezenas de crianças.

O pior de tudo é a sensação de que ninguém sairá vencedor dessa disputa.

[via GamesIndustry]

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