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Los Alamos desliga supercomputador IBM Roadrunner após cinco anos de funcionamento

Após apenas cinco anos de operação, Laboratório Nacional de Los Alamos desliga o supercomputador IBM Roadrunnner, o primeiro do mundo a processar 1 petaflop por segundo.

01/04/2013 às 11:25

IBM Roadrunner

Bem, essa foi rápida (pun not intended): o supercomputador IBM Roadrunner, o primeiro do mundo a alcançar a marca de 1 petaflop/s (um quatrilhão de operações de ponto flutuante por segundo, ou 10^15, pouquinha coisa...) será desmantelado após apenas cinco anos de operação, e será substituído por um novo conjunto com uma relação processamento-consumo energético (leia-se custo-benefício) mais reduzida.

Além de estar obsoleto, o Papa-Léguas é muito comilão: enquanto ele requeria 493 kW para operar em 1,035 Pflop/s, esse consumo saltava para 2.345 kW para atingir uma velocidade de processamento de 1,042 Pflop/s.

A IBM iniciou o projeto em 2002 em parceria com o Laboratório Nacional de Los Alamos (onde ele está instalado); o Roadrunner foi montado com peças disponíveis no mercado, resultando num conjunto de respeito:

  • 12.960 processadores PowerXCell 8i, além de 6.480 processadores Opteron dual-core, resultando em mais de 130 mil núcleos de processamento;
  • 103,6 TiB de RAM;
  • um milhão de TiB de espaço para armazenamento;
  • tudo acondicionado em 296 racks, ocupando 560 metros quadrados e conectado por 89 km de fibra ótica.

Posto em funcionamento em 2008, o Roadrunner se tornou o supercomputador mais rápido do mundo ao bater a marca dos Petaflops, quando atingiu o pico de 1,042 Pflop/s. No ano seguinte, o Jaguar o fez comer poeira, alcançando 1,75 Pflop/s. Mesmo assim, ainda atualmente ele figurava entre os 25 supercomputadores mais rápidos do mundo.

O Roadrunner foi designado principalmente para calcular o decaimento do armamento nuclear americano, mas também vinha sendo utilizado para estudo de vírus (incluindo o HIV) e do universo. Os pesquisadores de Los Alamos farão testes com ele por um mês, avaliando sua capacidade de compressão de dados, e por fim o conjunto será desmantelado. Não se sabe se as peças serão vendidas para a ACME.

Fonte: Ars Technica.

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