Meio Bit » Baú » Demais assuntos » Pesquisadores de Stanford criam transístores biológicos em células vivas

Pesquisadores de Stanford criam transístores biológicos em células vivas

Pesquisadores da Universidade de Stanford conseguem desenvolver transístores biológicos em células vivas.

29/03/2013 às 15:15

eletro-dna

Conforme anunciado pela Universidade de Stanford, pesquisadores conseguiram desenvolver transístores usando os dois pilares do material genético: DNA e RNA. Chamados de "transcritores", esses componentes biológicos são capazes de armazenar informações do ambiente ao redor e disparar comandos simples - sim, essencialmente programando algumas linhas de comando numa célula.

Funciona mais ou menos assim: enquanto o transístor controla o fluxo elétrico que passa por ele, o transcritor controlaria o fluxo de polimerase de RNA, utilizando enzimas que controlam seu movimento pelo DNA. Com algumas pequenas modificações nas enzimas, pode-se fazer modificações em dois genes (os canais) e programar algumas funções de lógica booleana, como AND, OR, NOR, XOR e por aí vai. Segundo o dr. Jerome Bonnet, PhD, pós-doutorado em bioengenharia e responsável pelo projeto, "a escolha das enzimas é importante; tomamos o cuidado de selecionar aquelas que se adaptam bem a fungos, bactérias, plantas e animais, portanto esses bio-computadores poderão ser adaptados a vários organismos".

Claro, o transcritor por si só não é um bio-computador; precisamos de outros recursos para desenvolver similares biológicos da memória e do Bus para conectar todo o fluxo. Entretanto quando (e não se) conseguirmos, as possibilidades são imensas: poderemos, por exemplo, programar as células a pararem de produzir insulina ou se auto-destruírem se seu ciclo de reprodução sair do controle (câncer).

Eu já disse que adoro viver no futuro? 🙂

Fonte: ET

relacionados


Comentários