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Presidente da Tripwire faz duras críticas ao Call of Duty

Para criador do Red Orchestra, jogo de tiro da Activision arruinou toda uma geração de jogadores.

14/03/2013 às 10:10

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Na atual geração de consoles acho que podemos dividir o mundo dos games em duas partes, aqueles que não ligam muito para o Call of Duty e aqueles que não conseguem jogar outra coisa. Isto pode ser visto na geração anterior com o Pro Evolution Soccer/Winning Eleven – pelo menos entre aqueles que tiveram um PlayStation 2 – e na opinião de John Gibson, presidente da Tripwire Interactive isto é algo extremamente nocivo à indústria.

Primeiro Gibson elogiou a maneira como as campanhas solo dos jogos de tiro em primeira pessoa evoluíram, deixando de tentar ser apenas uma versão interativa do que vemos em Hollywood, com muitos desses jogos adotando elementos de RPGs e isso mostra que os jogadores cansaram de “campanhas sobre trilhos”. Porém, ao falar sobre o modo muliplayer do gênero, o executivo não mediu palavras para atacar a franquia da Activision e principalmente aqueles que não conseguem abrir sua mente para coisas diferentes.

Estou muito desanimado com o estado atual dos shooters. Penso isso e odeio mencionar nomes porque soa como ‘estou apenas com inveja do sucesso deles,’ mas eu realmente sinto que o Call of Duty quase arruinou uma geração de jogadores de FPS. Sei que esta é uma afirmação ousada, mas eu não vou simplesmente atirar pedras sem me proteger.

Quando estava desenvolvendo o Action Mode para o Red Orchestra 2, peguei um grupo de pessoas que eu sabia se tratar de jogadores hardcore de Call of Duty e meu objetivo era criar algo que fosse acessível o suficiente para eles aproveitarem o jogo – não transformá-lo em um Call of Duty, mas tentar fazer algo que eu pensava ser casual o suficiente, porém com o estilo de jogabilidade do Red Orchestra e no qual eles pudessem se divertir. Nós refizemos aquilo várias vezes e escutamos todas as coisas mesquinhas, pedantes das quais eles reclamavam, aquilo os fazia não querer jogar o game. Eu apenas pensei, ‘desisto, o Call of Duty arruinou toda essa geração de jogadores.’

Eu imagino que deve ser realmente um choque muito grande para quem só joga CoD tentar se adaptar ao estilo de algo como o Red Orchestra, um título que pende mais para o lado da simulação e que exige uma cooperação muito maior entre as equipes e torço para que o sucesso de um Call of Duty não faça desenvolvedoras como a Tripwire tornarem a jogabilidade de suas criações menos complexas, só para agradar a maioria.

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