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Para ex-agente do FBI, games não causam violência

26/02/2013 às 14:30

dori_sile_26.02.13

A CBS realizou um debate com várias pessoas sobre a ideia de que os jogos podem estar deixando os jovens mais violentos e entre os participantes estava Mary Ellen O’Toole, ex-agente do FBI que trabalhava traçando o perfil psicológico de criminosos, portanto, alguém que possui bastante conhecimento na área e segundo ela, a entidade não encara os jogos como o vilão que muitos querem pintar.

A minha experiência diz que os videogames não causam violência. Contudo, eles são uma das variáveis de risco quando fazemos uma avaliação de ameaça para o risco de se agir violentamente. É importante salientar que como uma avaliação de ameaça e como um agente do FBI, nós não enxergarmos os games como a causa da violência, nós os vemos como um combustível para algo que já está lá.

Quem parece ter uma opinião parecida com a de O'Toole é o professor de psicologia Christopher Ferguson, que citou estudos que apontam a culpa dos games e outros que dizem que enquanto eles se tornaram mais violentos, a violência entre os jovens diminuiu e comparou a atual situação com uma discussão ocorrida durante a década de 50 onde o congresso norte-americanos e psiquiatras defendiam a ideia de que as revistas em quadrinhos eram responsáveis por fazer com que os jovens se tornassem delinquentes e até homossexuais. Para ele, as pessoas precisam parar de colocar o carro na frente dos bois e deixar de usar dados de maneira seletiva para apoiarem suas conclusões.

Essa talvez seja o motivo pelo qual essa discussão nunca chega ao fim, o fato de que os gamers não aceitam reconhecer que a mídia pode ser um dos gatilhos que faz uma pessoa desequilibrada colocar seus terríveis planos em prática e a incapacidade daqueles que criticam os games de entender que ninguém se torna um assassino apenas por gostar do Call of Duty, convenientemente ignorando vários outros fatores que levam os criminosos a matarem inocentes.

Enquanto as pessoas não entenderem que suas verdades não são absolutas, continuaremos chorando os mortos e tentando encontrar motivos para justificar as atrocidades que a humanidade comete e os games apenas deram o azar de serem escolhidos a bola da vez.

[via GamesIndustry]

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