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Microsoft confirma que vai começar a investir em programação

Versão XBox de House Of Cards: estúdios da Microsoft em Los Angeles estão se preparando para lançar produções originais até o final do ano.

12/02/2013 às 19:35

Calma, não é mais um Visual Estúdio, é programação televisiva. Em setembro, anunciamos que a Microsoft havia contratado Nancy Tellem, em bambambam da CBS para desenvolver um núcleo de mídia.

Agora vem a informação de que os estúdios da Microsoft em Los Angeles estão se preparando para soltar produções originais na plataforma Xbox até o final do ano.

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A Amazon está fazendo o mesmo, assim como a Netflix, com a elogiada House of Cards. Para desespero das emissoras e das agências que dependem da MENTIRA que são os índices Nielsen de audiência, a produção de conteúdo está pulando atravessadores e indo direto para as mãos do consumidor, e em uma mídia onde não há chute, sabe-se exatamente quantas pessoas assistiram cada episódio.

O único lado ruim disso é que está ocorrendo uma fragmentação de plataformas. O Netflix restringe a seus assinantes, o Xbox a seus usuários, a Amazon idem, iTunes também. Se antes era possível viver com um pacote razoável de TV por assinatura, e baixar Game of Thrones piratão, já que ninguém quer pagar HBO só por ele, agora temos que gerenciar uma penca de fontes diferentes.

Mesmo esquecendo a questão financeira, não há como organizar uma grade pessoal em um dispositivo só, muito menos replicar para vários.

Um caso interessante de analisar foi o Machinima, um dos maiores canais do YouTube, que passou o longa Blood & Chrome em 10 partes. No começo o buzz foi incrível, as pessoas disputavam quem teria a primazia de anunciar um novo capítulo, mas depois começaram a atrasar, criaram um hiato de várias semanas, e o interesse desapareceu.

Só se voltou a falar quando saiu em DVD/Blu-ray, foi ripado e disponibilizado na locadora do Paulo Coelho. Ou seja: toda a vantagem estratégica do conteúdo original no canal foi pro ralo. Imagina se cada um dos geradores de conteúdo fizer o mesmo…

Prevejo que uma boa fatia de dinheiro estará nos agregadores, e os bons serão indistinguíveis dos antigos canais de TV do Século XX.

Fonte: SG.

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