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Open Office trocado pelo Microsoft Office na Nova Zelândia

18/07/2007 às 16:58

"MS Office não é mais barato, mas é quase impossível eliminar o custo real do open source" (Doug Wilson, CIO da NZ AA)

Futuro, planejamento e integração. Foi a falta disso que fez com que a Associação de Automóveis da Nova Zelândia tenha desistido de continuar usando o Open Office. E vão além, os custos com treinamento e suporte estavam iguais aos do Microsoft Office, mas com problemas de integração e compatibilidade.

Calma stallmanzinho! Não é o fim do mundo. Respire fundo e continue lendo.

Quem ainda acredita que a suíte de aplicativos do Office é apenas um editor de textos, uma planilha e uma ferramenta de apresentação, pode continuar usando o Open Office, pois não vai fazer muita diferença.

O que fez o diferencial não foi o custo também. Não há almoço grátis e quem realmente trabalha e defende o FOSS, sabe disso. O que faltou foram serviços integrados de gerenciamento de documentos e informação, colaboração (que o MS Office, Sharepoint e Exchange fazem com proeza) e, por incrível que pareça, previsibilidade.

Esse último chamou atenção. Segundo o CIO, a falta de um roadmap, um planejamento futuro dos produtos open source, também fez parte da decisão.

A reportagem termina informando os números de uso do Open Office, em pequenas e médias empresas. A mais recente informa que 20% do mercado usa o programa e nas empresas, a média está em 7%.

E o acordo com a Microsoft ainda permite usar o Office em casa e estão estudando usar o Sharepoint para atualizar as informações dos portais, direto do Word. Outro tipo de integração é a gerência de conhecimento: hoje é possível apenas ao digitar o nome de uma pessoa, encontrar dados de projetos em comum, informações de contato, agenda pública, marcar uma reunião ou um almoço. Tudo dentro da mesma ferramenta.

É importante para quem está envolvido em projetos FOSS prestar atenção a essas necessidades e tentar oferecer serviços integrados e planejamento. E nem precisam ser mais baratos. Não adianta tapar o sol com a peneira e culpar quem usou. Os custos para "adaptar às necessidades" ficaram altos demais. Adicione a isso os problemas em treinar e incompatibilidade de documentos compartilhados e você tem a fórmula para migrar de volta para o sistema padrão.

Fonte: Computerworld

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