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Estereolitografia com fotopolimerização de dois fótons (é mais legal do que soa)

Nanoarte: dê uma boa olhada no trabalho da Nanoscribe, empresa alemã que vende impressoras de microlitografia 3D.

10/02/2013 às 15:05

Os lasers de femtosegundo são impressionantes. Conseguem potência de 200 GW, ou 165,28 DeLoreans, o que é MUITO impressionante, ainda mais com lasers militares existindo na faixa de 150 kW e olhe lá. O segredo deles é que como o nome diz, o pulso tem femtosegundos, ou 10^−15 segundos. Assim o bicho tem mais potência que 14 usinas de Itaipu, mas por MUITO pouco tempo.

Para que serve isso? Entre outras milhares de coisas, observar reações químicas em tempo real e induzir comportamentos alienígenas em átomos. Aí entra a fotopolimerização de dois fótons.

Átomos normalmente absorvem um fóton de cada vez, desencadeando reações fotoelétricas, e em alguns casos alterando a estrutura química do composto, como em substâncias fotossensíveis. Em casos MUITO raros, quando os fótons são muito energéticos, os átomos absorvem dois de cada vez. Assim temos substâncias MUITO estáveis sob condições normais mas que podem ser alteradas, por exemplo, com um laser de femtosegundo.

Como o pulso é muito curto e muito concentrado, pode ser direcionado com precisão microscópica. Aí entra a estereolitografia, uma espécie de impressão 3D em uma escala… minúscula. Veja, tendo noção de que o negócio redondo na primeira imagem é um fio de cabelo:

micro

Agora a parte mais legal: O pessoal da Nanoscribe, uma empresa alemã que vende impressoras de microlitografia 3D resolveu tirar onda e esculpiram um Hellcat do Wing Commander, com 125 micra de comprimento, mais ou menos o diâmetro de um fio de cabelo.

Melhor: O vídeo é em tempo real.

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