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Música que vem de dentro. Literalmente.

26/01/2013 às 23:25

Eu tenho a nítida impressão de que medicina diagnóstica é algo criado por sádicos, e nem me refiro ao House. São agulhas, amostras, biópsias projetadas para doer o máximo possível. Pra começar o famoso “é só uma picadinha”.

Mesmo no campo de diagnóstico por imagem o sadismo ocorre em nível subatômico.

Meu exame favorito é o PET Scan, ou Tomografia por Emissão de Pósitrons. É um conceito digno de ficção científica: Você é bombardeado por antimatéria, seus elétrons são desintegrados e os raios-gama emitidos no momento de sua morte (dos elétrons, não do paciente) são detectados, formando a imagem.

A Ressonância Magnética é menos destrutiva mas assustadora: Um campo magnético absurdamente forte (até 3 Teslas, enquanto o campo magnético da Terra é de meros 31 µT) alinha os átomos do seu corpo, forçando os elétrons a mudarem de posição. Quando o campo é desligado eles votam ao normal, e em protesto “gritam”, emitindo um sinal de rádio. Esse sinal é detectado, processado usando matemática digna de Hogwarts, e uma imagem é produzida.

O resultado é lindo, faz radiografia parecer algo do Século retrasado.

mri

Uma das variações é a ressonância magnética em tempo real, que não consegue tanta resolução mas é capaz de capturar em vídeo processos biológicos mecânicos, como respiração, batimento cardíaco. Talvez o uso mais infame tenha sido uma pesquisa, vencedora do Prêmio Ignobel, onde um casal executou um ato fornico-copulatório dentro de uma máquina de ressonância, gerando o primeiro vídeo e as primeiras imagens anatômicas de um processo mais que conhecido por dentro e por fora, mas não nesse sentido. Sim, claro que eu tenho o link.

Agora algo mais censura-livre mas cientificamente MUITO interessante também: Sivu, um músico britânico, teve a idéia de gravar um videoclip usando ressonância magnética, mostrando o funcionamento da glote, língua, etc, durante o ato de cantar.

É… estranho, mas de uma forma fascinante. Confira:

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