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App (muito) questionável do Dia

Dê aquela espiadinha no Show Me More, a aplicação mais mal-intencionada do Google Play.

22/01/2013 às 13:08

O Sugar Daddy da Norma Jean dizia que o preço da liberdade é a eterna vigilância. Não é. O preço da liberdade é ter que engolir sapos, de variados tamanhos. Em boa parte da Europa é crime a mais remota apologia ao nazismo, na Alemanha não tem papo, é cadeia e dane-se qualquer discussão de liberdade de expressão.

Já nos EUA acontece o oposto. A paranóia é tão grande que as mais abjetas manifestações de ódio e preconceito são respeitadas. A Ku Klux Klan é uma organização legítima, há gente defendendo abertamente Hitler e aquela abominação da Igreja Batista de Westboro continua profanando funerais, destilando ódio e se defendendo com base na 1ª Emenda.

Sinceramente não sou idealista a esse ponto. Não acho que tudo deva ser permitido em sociedade. Se definimos regras até para atravessar a rua e um peitinho na TV causa escândalo, gerando milhões de dólares em multas, deveria ser razoável impormos limite no que é dito publicamente.

Essa defesa da liberdade é o maior ponto de venda do Google Play, mas mesmo ele remove aplicações mal-intencionadas, o que pode ser visto por uns como ataque à liberdade de expressão. Outras Apps não são removidas, mas deveriam, como esta Show Me More.

A ÚNICA função do negócio é pegar uma foto de uma mulher e transformá-la em uma versão falsa lasciva, erótica, safada e malemolente.

Os desenvolvedores dizem que é somente para fins de entretenimento e que você deve obter permissão das modelos antes de alterar digitalmente as fotos. Isso é uma tirada de reta absolutamente canalha e covarde.

Longe de mim trair o Patriarcado e meus irmãs porcos machistas chauvinistas, mas algo que existe somente para denegrir, vilipendiar e humilhar uma mulher deveria ser banido do convívio social.

Idealmente a própria comunidade poderia cuidar disso, não só enterrando a aplicação mas banindo o desenvolvedor, mas não há previsão para isso no Google Play, como não há no Twitter. Pelo visto o conceito de tolerância continuará sendo unilateral. Eles odeiam, nós toleramos.

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