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Estação Espacial vai ganhar um puxadinho

NASA compra cabine inflável da Bigelow para expandir a Estação Espacial Internacional a “troco de pinga”.

12/01/2013 às 23:59

Genesis_I_001 Com o custo de US$ 10 mil por kg, colocar coisas em órbita sai muito caro, por isso a Estação Espacial Internacional parece um quitinete de solteiro. Por isso embora tenham terreno de sobra, a área construída é mínima.

Uma das alternativas é construir módulos em órbita, mas ainda estamos longe de dominar essa tecnologia. Outra opção é criar módulos mais leves, e aí entra a Bigelow Aerospace, uma empresa com uma proposta a princípio esquisita: Estações Espaciais Infláveis.

Construídos com Vectran, uma fibra duas vezes mais resistente que o Kevlar, os módulos da Bigelow são mais resistentes a ataques de micrometeoritos que os da Estação Espacial, e o próprio ar ajuda a manter o módulo rígido.

Não é um conceito apenas teórico, a Bigelow tem dois módulos de 4 metros de comprimento e 11 metros cúbicos de espaço habitável em órbita, desde 2006 e 2007.

Agora a NASA anunciou um acordo com a Bigelow, que construirá um módulo com conexão padronizada para ser adicionado à Estação. O custo do contrato é de US$ 17,8 milhões, o que em termos de tecnologia espacial é troco de pinga. Se tudo der certo deve ser lançado em dois anos.

A Bigelow não fica só aí. Eles tem planos bem mais ambiciosos, que incluem a construção de uma estação espacial privada, usando vários módulos Genesis conectados e querem até construir uma base lunar, com três módulos cobertos com terra para proteção contra radiação.

A inspiração vem da própria NASA, que em seus primórdios lançou os satélites de comunicação da família Echo. Passivos (ui!) eles eram bolas metalizadas infláveis que refletiam sinais de rádio de volta para a Terra. O Echo 2 por exemplo tinha 40 m de diâmetro.

echo2

Ou seja: Não vamos construir uma Estrela da Morte, mas já tivemos uma Bola de Praia Orbital.

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