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De novo, queiram ou não a Microsoft mudou o mundo

09/01/2013 às 9:51

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Muito antes da maioria dos haters nascerem o mundo da microinformática era muito, muito ineficiente. Com um sistema operacional limitado, os computadores (exceto o Amiga) não unificavam acesso a recursos avançados de hardware, muito menos a periféricos. Assim cada programa precisava ter seus drivers de vídeo, seus drivers de áudio, seus drivers de impressora.

Imagine, configurar todos os periféricos, em cada programa que você usa. Sendo que muitos não tinham os drivers mais recentes. Era um inferno.

Com a chegada do Windows isso mudou. Os programas passaram a ter uma camada comum e não era mais preciso escrever rotinas para lidar com 200 impressoras, 300 joysticks, 125 monitores… No momento em que o Windows se firmou a quantidade de programas disponíveis cresceu muito, era mais rápido e mais simples escrever para ele. Claro, poderia ter sido o OS/2, mas aconteceu como aconteceu.

Agora vivemos um outro momento semelhante, onde tudo vai mudar, já está mudando, e todos seguirão a tendência, estranhamente não lançada pela Apple: É o futuro do Touch.

Esse bicho lindão aí de cima é um Viewsonic, lançado na CES. Monitor FullHD, certificado para Windows 8 e portanto com multitouch. Como ele há dezenas, talvez centenas de lançamentos. Fora monitores, incontáveis tablets, ultrabooks, table tops, todos com tela de toque.

A Intel foi além e definiu nas especificações que ultrabooks usando seus processadores Haswell de 4a geração serão obrigados a ter touchscreen.

A interface de toque, popularizada pelo iPad e profissionalizada pelo Windows 8 já é tão “óbvia” que quando a Canonical anunciou uma surpresa envolvendo toque, todo mundo achou que fosse um Ubuntu Touch, não um Ubuntofone.

TODOS os ultrabooks vendidos com Windows 8 vem com opções tradicionais de interface, seja tapetinho, bolinha ou clitóris. Os desktops idem. O touch do Windows 8 não quer aposentar o mouse, mas complementá-lo. O medo (justificado) do braço de gorila não faz sentido aqui.

Logo será algo tão natural que um monitor sem touch será algo estranho. Nesse meio-tempo outros sistemas, seja OSX, seja Touchbuntu desenvolverão novas e mais produtivas formas de usar touch, diminuindo o uso de mouse.

Não duvido que um complemento adicional seja algo como a interface LEAP, que inclusive será incorporada em ultrabooks ASUS, ou um Kinect 3:

Imagine que você não precise de um mouse para fazer scroll, apenas movimente seu dedo, sem tirar a mão do teclado, repetindo o gesto da rodinha de scroll. Imagine que você vá desenhar, mas ao invés de usar o mouse, mova a mão na mesa, no lugar onde mousearia.

Teremos o melhor de dois mundos a tela touch E os movimentos de mouse, sem mouse.

Quando isso vai acontecer? Já está acontecendo. E digo mais: Quando tudo for touch, touch vira commodity e deixa de ser recurso caro e exclusivo.

Claro, também pode ser que touch se torne tão usado quanto a tecla scroll lock, mas eu não apostaria nisso.

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