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Vício em videogames prestes a se tornar um distúrbio psiquiátrico

23/06/2007 às 17:36

meiobit-freud.jpg Parece algo saído do Instituto Psico-Neurótico para os Muito, Muito Nervosos, mas em verdade é fruto da mente (questionável) da Associação Médica Americana. Ou parte de seus membros, pra ser mais específico. Pelo visto a guerra contra a sanidade continua. De uns tempos pra cá ninguém mais é normal, todo mundo tem uma síndromezinha, distúrbio disso, trauma daquilo, 5 ou 6 anos numa prisãozinha turca e o sujeito já se acha portador de stress pós-traumático...

Enquanto isso os consultórios vão se enchendo. Mais gente achando justificativas externas pros próprios problemas, mais dinheiro para os terapeutas e vendas de Prozac subindo pelo telhado.

Antigamente o álcool iria destruir a juventude. Depois vieram as drogas. Morte certa, todo mundo iria cair em uma espiral de autodestruição se chegasse a menos de 30m de um cigarro de maconha (apagado, aceso eram 55 metros) e a Sociedade estava em vias de se esfacelar.

Agora a culpa é do Mário. (vai, pergunta!)

Será que não é hora de diminuirem todas essas síndromes e bodes expiatórios, e ao invés de apontar culpados como games, sexo, drogas, rock'n'roll e similares, perceber que o vício EM SI é um problema, e que o objeto do mesmo é irrelevante? Se não for videogame vai ser cachaça, cartas, cavalos lentos e mulheres rápidas, qualquer coisa que gere uma boa liberação de endorfina no cérebro.

Claro, entender o mecanismo genérico do vício dá muito mais trabalho do que simplesmente apontar o dedo pra um Wii e dizer "satanás!".

O pior é que essa banalização afeta negativamente os casos sérios onde realmente há um distúrbio, como a PMD e o TOC, corajosamente assumido pela Luciana Vendramini, por exemplo.

Fonte: The Daily Times

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