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Isso sim é um HotSpot WIFI

19/06/2007 às 18:33

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Quero ver a Dlink lançar um Access Point que venha com um canhão Vulcan M61A2 e tecnologia Stealth. Mas a Força Aérea dos EUA pode.

Um problema que está se tornando sério no campo de combate moderno é o limite de banda disponível. Como soldados costumam lutar em terreno irregular, cheio de obstáculos, não dá para manter linha-de-visada com as estações repetidoras, o que significa rádios com links digitais mais lentos, comunicações pouco confiáveis, mais baterias, ou então links de satélite, tradicionalmente lentos e ruins para comunicação digital. Os telefones da Iridium por exemplo mal chegavam a 9600 bauds. Quando você tem que subir uma foto de uma casamata inimiga cheia de terroristas guerrilheiros insurgentes Guerreiros da Liberdade para um controlador de fogo no alto de um morro, que por sua vez vai repassar as informações para um A-10 voando em sua direção, não dá pra esperar.

Uma solução que está sendo testada é usar parte do sistema de radar do F-22 Raptor para transmitir e receber links digitais. Como o F-22 usa um radar do tipo AESA - Active Electronically Scanned Array, onde ao invés de antenas girando mecanicamente temos centenas de transmissores e receptores que são apontados eletronicamente, parte desses transmissores podem ser direcionados para o roteamento de sinais. Internamente o F-22 tem processamento de sobra pra cuidar da tarefa, seus sistemas se comunicam internamente via protocolo MIL-STD-1394B, a versao militar do Firewire, que obviamente deve ser pior e mais cara que a comercial.

Em testes de terra o radar do F-22 foi capaz de transmitir dados a 548Mbits/s e receber na casa dos Gigabits/s. Em vôo os engenheiros conseguiram um link Full Duplex de 274Mbits/s usando nada mais que um modem programável da L-3.

Para os hackers, a coisa complica. Não é todo mundo que vai querer invadir um Access Point que pode responder com um míssil.

Fonte: The Register, Murdoc Online

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