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Quem diria: Windows virou programa de índio

18/12/2012 às 23:20

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Um dos resultados da ineficiência do projeto de extermínio de populações nativas nos EUA é que acabaram com um número apreciável de índios vivos. Pior, eles não apreciam a idéia de ficar na Idade do Bronze, e gostam de se integrar na sociedade. Para completar, ainda praticam a ousadia de fazer isso sem abrir mão da própria cultura.

A sociedade branca por sua vez compensou os sobreviventes dos massacres do passado dando nomes de tribos para máquinas de guerra, helicópteros de combate e SUVs poluidores, como o Jeep Cherokee.

Algumas vezes, entretanto, a sociedade consegue ser legal. É o caso da Microsoft, que atendendo ao lobby de Tracy Monteith, um nobre guerreiro testador de software na empresa de Redmond. Cherokee por sangue e direito, Tracy insistiu por anos que fosse lançada uma versão do Windows com suporte ao idioma de sua tribo.

Com mais de 300 mil membros, a nação Cherokee se mostrou importante o bastante para que fosse formado um comitê de tradução, com tradutores profissionais, funcionários índios e até universitários cherokees voluntários.

O maior trabalho foi criar termos que não tinham equivalente, como folder, impressora, apito e email.

O pacote de idioma Cherokee será lançado oficialmente dia 19, e provavelmente estará disponível via Windows Update do Windows 8.

O projeto foi desenvolvido pelo Microsoft Local Language Program, uma iniciativa muito legal, que evita besteiras como as primeiras versões do Corel Draw, onde o ponteiro do mouse em cima da lente de aumento trazia a tooltip '”magnífico copo”.

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