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Velocidade em disposivos móveis

06/06/2007 às 14:35

Velocidade é diferente de "clock". Parace óbvio, certo? Basta comparar um Core 2 Duo e um Athlon 64 X2.a100.jpg

O que muita gente não percebe, é que nem sempre é necessário ter um processador de vários GigaHertz para se obter velocidade final. Imagine o seguinte: um ATA ( Adaptador de Telefone Analógico ) é uma caixinha que liga seu telefone comum a uma porta ethernet, de tal forma que você consiga utilizá-lo para VoIP. A maioria de vocês já deve ter visto um. Adivinhem quantos MHz ( exatamente: 1000 vezes menor que GHz ) tem, em média, o processador usado num desses.

Quem chutou 200MHz, acertou. Parece pouco, certo? Mas não é... 200MHz é muita coisa.

Só que nos acostumamos a uma "corrida armamentista" onde cada lado precisava ganhar mercado com um trunfo de marketing qualquer. E o trunfo escolhido foi o valor do clock ( pelo menos, até há algum tempo ).

Vejam, por exemplo, a plataforma da Intel para dispositivos "ultra-portáteis" ( engraçado como tudo tem que ser superlativo hoje em dia, não? ): são dois processadores ( A100 e A110 ), um rodando a 600MHz e o outro a 800MHz, com 400MHz de FSB ( Front Side Bus ). Parece pouco? Talvez seja, para rodar o Windows Vista, mas é um foguete para o Windows CE, QnX, Linux, eCos e por aí vai. Sem contar o melhor da história: eles dissipam apenas 3W. Traduzindo: baterias durando horas e horas.

Completando o pacote, há ainda o chipset 954GU tem uma controladora de vídeo baseada na GMA 950, uma PCI-Express e um canal DDR2-400. E o ICH7-U controla a IDE, USB etc...

A estratégia da Intel, como eu já havia antecipado, é voltar ao mercado de chips "mobile", mas com a arquitetura x86. Hoje em dia, com os ARM dominando, é preciso fazer todo o programa, emulação e testes na plataforma PC para depois "cross-compilar" e gravar no dispositivo. Com um x86 embarcado, é praticamente "copiar e colar". Simplifica a vida dos desenvolvedores, diminui custos e cria uma dor-de-cabeça para a ARM, Freescale, Mips e IBM ( com seus PowerPC ). E o clock, longe de ser "baixo", é o suficiente para grande parte das aplicações mais comuns, sem comprometer a carga da bateria. Tacada de gênio.

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