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O Final Feliz da Cosplayer edificante

05/12/2012 às 13:07

Anna Moleva (Анной Ormeli, pros íntimos) é uma cosplayer russa pra lá de edificante, com fantasias excelentes, mas sua obra-prima é a versão da Elizabeth, de Bioshock. (página da beldade no feice)

Apesar de ser um hobby que demanda trabalho, dedicação e criatividade, por algum motivo há um certo despeito entre alguns grupos de nerds, em relação a cosplayers. Em parte é inveja, quando algum sujeito chega com aquelas armaduras ultra-elaboradas, mas também rola uma certa misoginia, disfarçada com o discurso pontuado por “poser”, “attention whore” e outros termos usados por nerds nojentos que não entendem como uma mulher daquelas pode não dar atenção a nerds nojentos como eles.

Não que isso impeça a moscovita (sempre quis escrever moscovita) de mandar muito bem:

russaedificante

O resultado é que Anna impressionou até o pessoal da Irrational Games. A ponto de fazerem um convite, prontamente aceito. Ela passou a ser o rosto oficial de Elizabeth, o Bioshock Infinite foi inclusive adiado para que o o material promocional, caixas e até o modelo da personagem fossem alterados para ficar mais parecidos com Anna.

Isso mesmo: A Cosplay agora é a personagem. O ciclo está completo.

O mais divertido é que quem fizer cosplay de Elizabeth estará fazendo cosplay de cosplay.

cosplayedificante2

Isso é uma evolução muito bem-vinda. Nos primórdios da Internet fã-clubes e cosplayers eram vistos como pirataria por boa parte da indústria. Parece (e é) um absurdo mas mordiam as mãos que os alimentavam.

Uma vez a Paramount resolveu que TODOS os sites de fãs de Star Trek eram violação de copyright, então enviaram ordens extra-judiciais para milhares deles exigindo que removessem todas as imagens e textos não-autorizados. Depois iriam lançar um kit com material pré-aprovado para construção de sites de fãs. CLARO isso, gerou um feedback horrendamente negativo e desistiram da idéia, mas essa era a visão dos adevogados.

Ao abraçar a comunidade cosplay e fãs em geral as empresas estão investindo em uma relação que vai muito além da comercial, e acaba valendo mais do que dinheiro.

Fonte: IHC

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