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O dia em que Sony e Microsoft ignoraram o sensor de movimentos

19/11/2012 às 9:15

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O mundo está cheio de histórias de pessoas e empresas que deram as costas para as ideias dos outros e que após algum tempo viram-se obrigadas a amargar a dura sensação do arrependimento. Hoje vamos conhecer um caso assim envolvendo Sony, Microsoft e um sujeito chamado Tom Quinn.

Em 2001 o Sr. Quinn participou de uma importante reunião com alguns figurões da fabricante do Xbox onde apresentou um controle com sensores de movimentos, tecnologia que ele detinha os direitos. O objetivo, claro, era vender a patente e o resultado é melhor descrito pelas palavras do próprio inventor.

A reunião foi terrível. A postura que recebi deles foi de que se quisessem fazer um sensor de movimentos, eles fariam isso por si só e realizariam um trabalho melhor. Quero dizer, eles foram simplesmente rudes. De fato a reunião foi tão terrível que um dos executivos veio a mim após o final e se desculpou pelo comportamento dos outros. Lembro-me dele dizendo como essa não era a maneira como a Microsoft deveria tratar parceiros em potencial.

O encontro foi realizado após Steve Ballmer ter gostado do conceito e com o fracasso, Quinn tentou a Sony, onde teve uma recepção até pior e segundo ele, uma das recordações mais fortes que possui foi o maneira como lhe tratou Ken Kutaragi, também conhecido como “O Pai do Playstation”.

Estávamos numa pequena sala com um PC ligado a um projetor e Kutaragi chegou, se apresentou, sentou e – juro que é verdade – ele fechou os olhos no momento em que comecei minha apresentação. Ele nunca os abriu até que eu tivesse terminado.

Aquilo foi estranho, muito estranho, mas ainda assim lhe pedi um feedback e ele disse, ‘bem, você pode produzir isso por 50 centavos?’ Eu ri e expliquei que isso seria impossível, então novamente saí de mãos vazias…

Sem muita perspectiva, afinal só lhe sobraria a Nintendo, empresa que não vinha bem devido às baixas vendas do GameCube, Tom Quinn encontrou o vice-presidente executivo da companhia japonesa, Atsushi Asada, e um acordo foi firmado, fazendo com que tanto o Wii quanto o DS utilizassem a tecnologia e como dizem por aí, o resto é história.

[via CVG]

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