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Advogado da Free Software Foundation abusa do cigarrinho do Stallman

24/05/2007 às 21:40

Aparentemente o cigarrinho do capeta Stallman anda fazendo sucesso nas reuniões da Free Software Foundation. O último é um advogado (sempre eles) de nome Eben Moglen, presidente da Software Freedom Law Center, que acredita que embora a licença GPL não exija, empresas que utilizam software OpenSource e o modifiquem devem distribuir esse código à comunidade.

Veja bem, não estamos falando de Red Hats da vida. Essas TÊM que distribuir seus fontes. (na verdade disponibilizar, há uma diferença) Estamos falando de empresas que não têm o software como atividade final. Imagine que você tenha uma empresa de computação gráfica, e um programador maluco, chamemos de Masi Oka, modifique o Blender para renderizar cenas usando Raytracing em 1/5 do tempo normal. Isso te dá uma vantagem estratégica enorme em relação a seus concorrentes. Você vai liberar esse código? Claro que não. A própria GPL prevê isso.

Só que o Eben não concorda.

Em sua opinião, "Companhias como o Google, que estruturam seus negócios em softwares como o Linux, têm o dever moral de contribuir com a comunidade de software livre".

Concordo PLENAMENTE. Nada mais justo que você devolva algo à comunidade. Até eu faço isso, com um plugin antispam para o WordPress desenvolvido por mim e disponibilizado sob GPL2. (peguei muita gente de calça curta agora)

Só que parece que o Eben deu uma tragada mais forte no cigarrinho do Stallman. Vejam o que ele fala adiante:

“Eles têm responsabilidades éticas e morais de retornar pelo menos as modificações que são críticas ao seu negócio e que têm valor à comunidade”, defendeu ele. “Veremos com o tempo se serão necessárias medidas adicionais para garantir colaboração na comunidade”.

Ele bebeu. Não é possível. Esse doido quer que as empresas entreguem, de mão-beijada, as modificações que são críticas ao seu negócio? E que papo é esse de "medidas necessárias"? Ele está ameaçando essas empresas? "Garantir colaboração"? Ele quer forçar uma colaboração, é isso?

Essa idéia, nas palavras de Charles Pilger, é "rídicula e absurda".

Fonte: IDG Now! via Charles? que Charles?

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