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Para agradar filha, pai transforma Link em menina

12/11/2012 às 11:36

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Para nós adultos, que crescemos jogando videogame e encarnamos uma infinidade de personagens, pode não ter sido muito difícil nos colocarmos na pele de uma caçadora de recompensas espacial ou de uma versão feminina do Indiana Jones, agora me diga, como explicar para uma criança de três anos que ela não poderia ser a heroína no jogo que tanto adora?

Pois Mike Hoye viu-se diante deste dilema quando sua filha começou a jogar o The Legend of Zelda: The Wind Waker e não querendo que ela crescesse com a ideia de que garotas não podem ser aquelas que salvarão o seu irmão, ele modificou manualmente os diálogos do jogo para que o Link fosse uma menina.

Vendo no título uma maneira de ajudar na educação de sua filha, Hoye então começou o árduo trabalho de modificar os textos do jogo usando um editor hexadecimal, trocando os pronomes e em muitos casos, tendo que reorganizar muitas frases, já que trechos como “young woman” possuem mais letras do que “young man”.

É chato e estranho, para dizer o mínimo, ter de fazer a mudança em tempo real enquanto a Maya me pergunta o que está escrito na tela. Você pode escolher o nome do personagem, é claro – Eu sempre opto por Link, sendo tradicionalista – mas todos os diálogos insistem em mostrá-lo como um garoto e aparentemente não há nada a ser feito sobre isso.

Fiz isso porque jogar o Wind Waker é algo que minha filha e eu gostamos de fazer juntos e porque penso que Maya merece ter o jogo dirigindo-se a ela como ela mesma. Ela não é um NPC e o passatempo preferido do pai não deve ser tratar as garotas como cidadãos de segunda categoria.

Acho que nem preciso dizer o quão louvável é a atitude e se em algum lugar houver o prêmio de pai do ano, acho que Mike Hoye é um fortíssimo concorrente.

[via Opposable Thumbs]

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