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Após massacre, russos querem proibir jogos violentos

12/11/2012 às 7:33

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No dia 7 deste mês o advogado Dmitry Vinogradov chegou à companhia farmacêutica onde trabalhava vestindo roupas militares e carregando consigo duas armas. O objetivo? De acordo com o que o próprio sujeito descreveu em um manifesto de ódio publicado na internet, o que ele queria era destruir a maior parte possível da humanidade, simplesmente porque, motivada pelas pessoas da empresa, uma das suas colegas de trabalho havia terminado o namoro com ele. Saldo da ação: seis mortos e um ferido, incluindo aí a moça.

Para muitas pessoas o desequilíbrio de Vinogradov somado a um “motivo” já seria o suficiente para dar o caso como encerrado, mas era preciso algo mais “concreto” e após procurarem um pouco, foi descoberto que ele gostava do Manhunt, aquele jogo da Rockstar lançado no longínquo ano de 2003 e que devido ao alto grau de violência acabou sendo banido em vários países.

Isso foi o suficiente para ligar o ataque de fúria aos jogos eletrônicos e agora os deputados Sergei Zheleznyak e Franz Klintsevich querem que o Serviço de Vigilância Federal Russo para Mídias de Massa e Comunicação proíbam a venda do game no país, o que nem seria assim tão relevante, afinal estamos falando de um título bem antigo, mas a investida contra os games não deve parar por aí e segundo Klintsevich, a venda de jogos violentos podem ser proibidas em toda a Rússia.

Caso as autoridades consigam a proibição, a população russa certamente ficará muito mais tranquila e eles logo se tornarão uma das nações mais pacíficas do mundo, já que assim, mesmo que as pessoas continuem tendo decepções amorosas, passem por humilhações públicas e principalmente, tenham facilidade para comprar armas, elas deixarão de ter acesso a aquilo que ao longo dos séculos formou tantos psicopatas, maníacos e assassinos em série, os videogames.

[via GamesIndustry]

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