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Microsoft quebra tradição – Windows 8 não afetará mercado de memória

05/11/2012 às 3:22

Todo fabricante de memória adorava lançamentos de novas versões do Windows. Significavam upgrades obrigatórios, máquinas novas inteiras ou pelo menos investimento em RAM. Meu primeiro PC foi um 386 DX40MHz, com 4MB de memória que custaram US$60,00. Cada MB. Isso significa que meu PC hoje, com 8GB de RAM custaria só em memória US$491.520,00 lá na idade das trevas quando comecei a mexer com essa desgraça.

Esses 4MB eram legais mas pro 3.11. Quando saiu o Windows 95 ele rastejava. Eu e o resto do Universo tivemos que comprar mais memória.

Quem começou antes, também meteu a mão no bolso.

Com o Windows 3.1 as vendas de RAM aumentaram 29%.

Com o Windows 95, o aumento foi de 23%.

Windows 98? 40% de aumento.

Windows 2000? 49%.

XP 41%.

Aí a coisa começou a declinar. O Vista só aumentou as vendas de DRAM em 24%.

O Windows 7, só 18%.

Já o Windows 8 só afetará o mercado de DRAM com um crescimento de 8%. Esse valor aliás inclui mais que Windows, vale também para tablets, celulares, etc.

O paradigma de desenvolvimento mudou, o bloatware de antigamente não funciona mais no mercado pós-PC. Não funciona nem nos PCs do mercado pós-PC, aliás. Os consumidores querem desktop com agilidade de tablete, e isso se consegue com equilíbrio entre processador e memória. Por isso o máximo que se vê em alguns Androids é 2GB de RAM.

A Nuvem também limitou o crescimento do armazenamento. Faz muito tempo que o máximo que se vê em tablets e celulares é 64GB de Flash. Dá pra ser feliz até com 16, se você tiver uma conexão rápida.

Os "parceiros de hardware" que me desculpem, mas é melhor pra todo mundo (menos pra eles) que a gente seja capaz de fazer um upgrade de sistema operacional sem ter que gastar uma baba atualizando o PC. Esperemos que a Microsoft tenha aprendido essa lição e a aplique nos celulares Windows 8 e nos tablets Surface.

Fonte: CN

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