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Nova técnica para desviar asteroides assassinos: Paintball

03/11/2012 às 20:54

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Existe uma impressão de que qualquer problema pode ser resolvido com armas nucleares. Os meus, com certeza, mas algumas vezes elas não são suficientes. A idéia de mandar pro inferno um asteroide intruso é atraente, mas na realidade não funciona.

Nos casos menores estaremos trocando um impacto único por milhares de impactos menores. Até em custos de auxílio e socorro de emergência lidar com uma cidade atingida é mais fácil do que com todo um continente. Já asteroides maiores sequer seriam afetados. Algo realmente grande, como o que foi mostrado em Armageddon (desculpe) precisaria de bilhões de vezes o arsenal nuclear da Humanidade para ser movido. (para mais detalhes, a excelente resenha científica de Phil Plait sobre esse… “filme”)

Então, como lidar com um asteroide de tamanho médio, sem precisar apelar pro Bruce Willis? Sung Wook Paek. aluno do MIT, teve uma boa idéia.

Usando como exemplo Apophis, um asteroide de 451 metros de diâmetro, pesando 27 bilhões de toneladas e com uma chance não-zero de se estabacar na Terra em 2036, ele propôs uma abordagem prática e original para uma estratégia antiga.

Arthur Carke já propôs utilizar velas solares para mover asteroides. Funcionando continuamente através da pressão do fluxo de partículas emitido pelo Sol, essas estruturas proporcionam uma aceleração infinitesimal mas constante, e isso seria suficiente para alterar sua órbita e livrar a Humanidade do mesmo destino dos Dinossauros: Estrelar um excelente filme depois várias continuações ruins.

Problema: Velas solares são delicadas, caras e complicadas, e os modelos já testados, como o IKAROS japonês são ínfimos em relação ao necessário para mover um asteroide.

Solução: Alterar o albedo do asteroide, que seria a relação entre luz refletida e absorvida. Objetos escuros absorvem mais luz. Se o objeto for claro, refletirá mais fótons, e usando a boa e velha ação e reação newtoniana, sofrerá mais pressão por parte do vento solar.

4,5 toneladas de paintballs seriam divididas em dois disparos, para cobrir igualmente a superfície de Apophis com tinta branca. Isso feito hoje garantiria mais de 20 anos de aceleração contínua,

Não deixa de ser divertido saber que a Humanidade (ou pelo menos uma boa parte dela) possa ser salva por algo tão trivial quanto paintball, mas assim é o Universo.

Fonte: MIT

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