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Quando um desenvolvedor ajuda os que piratearam seu jogo

01/11/2012 às 10:00

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Nós já vimos muitos desenvolvedores de games criticando a pirataria e vários outros dando de ombros para essa prática, mas o que Jonatan Söderström fez recentemente é algo no mínimo inusitado. Responsável pelo recém lançado Hotline Miami, não demorou para que o sueco descobrisse que sua criação estava sendo distribuída ilegalmente em sites de torrent e ao perceber que algumas pessoas estavam enfrentando problemas com essas cópias, ele prontamente deixou um comentário no The Pirate Bay se dispondo a ajudá-las.

Ou seja, mesmo com o seu jogo tendo conseguido a “façanha” de ser aceito por um serviço de respeito como o Steam, o game designer não viu o menor problema de trabalhar em um patch que seria disponibilizado gratuitamente para quem obteve o jogo sem pagar nada e como ele havia dito através do Twitter que não gostaria que as pessoas pirateassem seu título, porque as teria ajudado?

Porque eu trabalhei muito duro para fazer uma experiência interessante que as pessoas aproveitasse,” explicou Söderström. “Os bugs prejudicam a experiência e para mim isso é pior do que perder dinheiro. Eu não seria a pessoa que sou sem a pirataria. Através da pirataria descobri algumas coisas realmente obscura que me deram tanta inspiração e eu nunca teria a chance de experimentá-las se não fosse assim. Se os piratas apoiarem as coisas que gostam, a pirataria provavelmente deixa de ser um grande problema.

Para concluir a declaração um tanto polêmica, o game designer disse ainda que “se a pirataria significa mais pessoas podendo experimentar o jogo, então não quer dizer uma perda total” e embora ele deva ter ganhado muitos pontos com todas aqueles que baixaram o jogo ilegalmente, fico me perguntando se tal atitude não pode acabar incentivando outras pessoas a fazerem o mesmo ou até lhe fechar algumas portas em outras empresas que poderiam estar de olho em levar o game para suas plataformas, como é o caso da Sony.

[via Polygon]

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