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Windows 8 chegou, com pompa e circunstância.

29/10/2012 às 18:53

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A festa de lançamento do Windows 8 se não gastou tudo, comeu boa parte dos US$1,5 bilhões que a Microsoft estaria investindo no lançamento do sistema. E valeu cada centavo. Foi várias vezes maior que o evento do Windows 7, com direito a toneladas de desenvolvedores, ao contrário da última vez, quando o foco foi mais jornalistas.

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Quando ouvi um zumzumzum de que o Bill apareceria, me animei. “Uau, vai sair da aposentadoria e prestigiar o lançamento no Brasil?”, mas loogo percebi que era o Bill Errado. Era o MV Bill, mas ao contrário daquele rapper que armou barraco em um evento da Microsoft, o MV ficou no script e interagiu direitinho com a Priscyla Alvez, Gerente-Geral de Windows no Brasil. Nem sempre isso acontece.

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Eles simularam pequenas atividades do dia-a-dia, sendo que o MV Bill passou por um ensaio de menos de uma hora e tinha ficado uma semana com um PC Windows 8, para se familiarizar.

Depois foi a vez de Didi Wagner, que também fez gracinhas, brincou e caiu vítima da Crueldade Natural dos Objetos Inanimados: O computador não estava conectado no telão, um ténico teve que arrumar na hora.

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Teve também apresentação do Felipe Andreoli, mas em nome da diplomacia não vou comentar um cidadão que faz piada de nerd onanista pra uma platéia de geeks desenvolvedores.

O lançamento focou em alguns pontos estratégicos:

1 – Interface

Sem citar o nome, ficou claro que a Apple mudou tudo com o iPad, e a Microsoft mudou mais ainda, em cima disso. O Windows 8 foi um sistema pensado literalmente para o futuro; quando foi projetado as máquinas que o rodariam não existiam. Seu próprio conceito era alienígena: Um sistema híbrido integrando o desktop com o tablet. Explicar como o usuário se beneficiaria disso pareceu uma tarefa impossível, mas hoje percebo que a gente já sabe, é só pensar no iPad.

A Interface Metro, digo, Prince, digo prince é algo que a gente já sabe usar, sem perceber. Como foi a Interface do iPad e do iPhone, depois de tantos comerciais mostrando. É intuitivo, ou ao menos fomos adestrados pra achar isso.

Ao bater na tecla da interface a Microsoft está puxando todo um trem de mudanças, de filosofia de design a técnicas de programação. Era necessário? Pergunte quantas Apps aquele seu amigo que se orgulha de ainda usar o XP comprou nos últimos anos.

Chegamos a um ponto de estagnação, o Windows 7 e o OSX ganham uma ou outra fofoletização mas a interface em essência é a mesma de 15 anos atrás. Você acha mesmo que gente normal gosta de abominações como o ScreenShot Captor, o (excelente) programinha de captura de telas que uso?

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E nem vou entrar no tema “Preferências do VLC”.

Problema é que consultadas, 100% das pessoas odeiam mudanças. Vide o mimimi épico cada vez que mudam um ícone na interface do Facebook. Rolam petições, ameaças de abandono em massa, xingamentos à Japa do Zucka, e no final “ah, bem melhor que antes.

Foi ousado? Foi. Muito. Foi um momento tudo-ou-nada, da última vez que a Microsoft fez algo assim foi quando Bill Gates soltou o famoso memorando reconhecendo que erraram ao ignorar a Internet, e em seis meses mudou os rumos da empresa.

Dará certo? Sim, a interface estilo tablet É o futuro para desktops. Pode ser que não dê certo com a Microsoft, pode ser até que a Apple corra atrás e lance um novo OSX hibrido com o iOS, ou mesmo que a inevitável cópia capenga que o Linux soltará em uns 3 meses seja excelente e domine o mercado, mas com certeza nada será como antes.

2 – A Loja

Atualizar programas no Windows é um inferno na Terra. BAIXAR programas é um saco, a gente tem que ficar de olho se o link baixar vai para o programa que você quer ou é um discador da Shemale Hotline – Congo. Baixado o programa, são toolbars, “ofertas” e vários outros lixos que quem não lê com atenção acaba instalando.

Ao concentrar os programas na loja de aplicativos a Microsoft evita todos esses problemas E gera uma nova fonte de receita, pois o usuário de App Store está acostumado a esse estranho novo conceito de pagar por bens e serviços.

A loja tem dois grandes problemas: se tornar atraente aos usuários e aos desenvolvedores. Mudar a filosofia de desenvolvimento de um sujeito é algo muito complicado, A esperança é que se torne uma mina de dinheiro como foi a loja do iTunes. Dada a quantidade de usuários Windows, o potencial de retorno financeiro é imenso, SE não rolar uma ganância como na App Store do OSX, onde apps idênticas às de iOS são vendidas por 10x o valor.

3 – Funciona em Tudo

Nunca vi tantos PCs em um lançamento do Windows. Toneladas de tablets, notebooks, desktops, ultrabooks, Averbucks, tudo. Daquele ultrabook com a tela que gira na vertical, a tablets com docks que dublam como desktops de forma excelente. Em vários deles, tela de toque. Em outros, tela normal. Como disse um executivo, já cansado do mimimi: “A única coisa que você precisa aprender é a mover o mouse pros quatro cantos da tela”. Quer saber? É verdade. Estou usando o bicho dieto desde sábado, e funciona do jeito que prometeram.

O que faltou:

Surface.

A Microsoft Brasil sempre fala que estamos bem na fita com a gringa, mas sendo realista, tudo demora a chegar aqui. XBox, Kinect, Windows Phone, Bob, e agora o Surface. Não vi nenhum. Mesmo a apresentação do Windows 8 foi feita com um tablet da concorrência:

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Momento Tela Azul (da Microsoft)

Foi apresentado o preço para upgrade. Do Windows 7, Vista ou XP SP3 para o Windows 8 Pro, via download sairá por R$69,00. Se o preço fosse mais agressivo colocava a mãe no meio. Na loja a mesma atualização estará a R$269,00.

Claro, como a caveira de burro enterrada em Redmond e removida na época do Kinect foi enviada para o Brasil, algo tinha que dar errado, e o sistema de billing da Microsoft cobrou por algumas horas R$83,81. Culpa da conversão do Dólar + IOF. No mesmo dia foi tudo corrigido, ninguém saiu prejudicado.

Momento tela Azul (meu)

na hora de ir embora tive a infeliz idéia de malocar dois saquinhos das deliciosas castanhas ao curry que faziam parte do buffet. Achei que bastaria enrolar a ponta do saco, mas os dois abriram dentro da mochila e quando chegei em casa elas cheiravam como a gaveta de cuecas do Raj.

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