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F.E.A.R.

15/05/2007 às 17:33

Após um longo tempo, finalmente consegui jogar o game F.E.A.R. Estava muito ansioso para jogá-lo já que a crítica havia feito bons comentários sobre o jogo. Confira minha análise e saiba se vale a pena adquirir este game.

O ataque dos clones

No ano de 2002, o governo dos Estados Unidos criou um grupo de elite para combater ameaças paranormais chamado First Encounter Assault Recon, ou simplesmente F.E.A.R. No jogo você assume o papel de um soldado integrante deste grupo e que tem como primeira missão invadir um complexo militar dominado por Paxton Fettel, um comandante militar que "enloqueceu” e assumiu o controle de um batalhão de clones. Ao chegar no local as coisas se complicam e você terá que descobrir o porque dos soldados estarem agindo daquela maneira. A partir daí, você levará um susto atrás do outro e viverá num constante clima de suspense.

Misture a isso visões de fantasmas, sussurros, menininhas mortas e coisas se mexendo sozinhas e você terá o clima perfeito para um jogo de terror.

Cultura do medo

Um dos destaques do game se deve a sua ambientação assustadora. Tudo em F.E.A.R. foi feito pra te amedrontar, mas uma coisa tem que ser dita: esqueça os sustos de Doom 3, onde seres saltavam das sombras. Aqui, nada é gratuito, parece que cada aparição foi colocada em locais estratégicos.

Na verdade o terror em F.E.A.R. é muito mais psicológico. Para se entender melhor, o terror do game se parece mais com Silent Hill, assim como o de Doom está mais para Resident Evil.

E como dito anteriormente, nesta área o game se destaca. Jogue com as luzes apagadas e usando fones de ouvido que você entenderá melhor o que digo.

Q.I. 150

O jogo foi implementado com o que podemos considerar o melhor sistema de inteligência artificial já feito. É simplesmente impressionante vermos as atitudes dos soldados inimigos. Eles fazem rondas, conversam entre si, criam planos para te matar, viram mesas pra se esconder. Enfim, parece que você está combatendo contra pessoas reais.

Serão inúmeras às vezes onde você contrarará soldados numa sala e caso saia do local para ficar ficar esperando eles virem te atacar, pode ser que eles dêem a volta e te encurralem. Ou então cheguem à porta e coloquem só a arma pra fora para atirar em você.

Neo encontra Sadaku

No que se refere a parte técnica, F.E.A.R. também faz bonito. Os efeitos sonoros garantem sua parte com ótimos sons das armas, música de suspense e sons que as aparições fazem. Os gráficos também estão acima da média, mas aqui temos um problema, é preciso ter uma máquina muito boa para poder aproveitar plenamente o game, mesmo hoje em dia.

Mas ao participarmos de um tiroteio, onde pedaços do cenário voam para todos os lados junto com milhares de partículas e poeira pelo ambiente, sabemos que o trabalho foi muito bem feito pela equipe que desenvolveu o game. Como dito anteriormente a ambientação é muito boa, criando sempre um clima de suspense, só é uma pena os cenários não variarem muito.

A jogabilidade de games deste estilo não costuma variar muito, mas para dar um toque de "originalidade" a Monolith, empresa responsável pelo game inseriu um efeito de bullet time, aquele estilo Matrix, sabe?

Confesso que não vi grande utilidade para a novidade. Não que ele não tenha sido bem feito, até porque em muitas partes ele será de grande ajuda, mas não chega a ser tão importante como no game Max Payne, por exemplo.

Veredicto

Se você não tem problemas do coração e está afim de um game com boa história e muito suspense, não pense duas vezes, F.E.A.R. é altamente recomendado. Só confira se seu pc vai agüentar o tranco e aproveite para testar aquela sua placa de vídeo de última geração.

:: Prós

- Ótimos gráficos

- Clima de filme de terror japonês;

- Inteligência Artificial incomparável;

- Alma, a versão digital de Samara (Sadako).

:: Contras

- Precisa de um pc potente para aproveitar plenamente os gráficos do jogo;

- Não jogue se tiver problemas no coração;

- Cenário sem muita variação.

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