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Pro Evolution Soccer 2013 - Análise

10/10/2012 às 13:00

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Após perceber que o FIFA 13 não traria muitas novidades em relação a edição passada, este ano resolvi dar uma chance ao PES 2013 e qual foi minha surpresa ao perceber que o futebol da Konami está muito melhor do que a última versão que joguei, a de 2011.

Ao colocar o disco no Playstation 3 foi muito bom ser apresentado a um detalhado tutorial que ajudou bastante a me ambientar com a jogabilidade, mas como dizem por aí que jogo é jogo e treino é treino, parti para o meu primeiro amistoso e a diferença de estilo em relação a série concorrente logo cobrou seu preço, me fazendo perder a partida contra o computador, mas a experiência foi suficiente para me mostrar algumas coisas.

A primeira delas foi que novamente eu voltei a me divertir com um Pro Evolution Soccer. Durante muitos anos este (na verdade o Winning Eleven) foi o único jogo de futebol que joguei e graças a ele fiz amigos, comemorei e me estressei em campeonatos em que tentávamos descobrir quem era o melhor da turma e se isso acontecia, não era por causa de gráficos ou de uma jogabilidade verossímeis, mas porque a série nos oferecia partidas extremamente disputadas e dinâmicas.

Porém, conforme a concorrência se aproximava do realismo, a franquia da Konami parecia ter ficado parada no tempo, mas nesta temporada a sensação é de que finalmente eles conseguiram encontrar um meio termo entre a simulação e uma jogabilidade mais arcade, e basta dizer que de todas as partidas que realizei, nenhuma terminou em 0x0 ou mesmo 1x0, para perceber que no PES 2013 o foco está mesmo na diversão.

Além disso, os responsáveis pelo jogo parecem não ter a menor vergonha de permitir que até mesmo o jogador mais inexperiente consiga realizar passes precisos de 40, 50 metros ou mesmo marcar, na mesma partida, dois ou três gols de fora da área, com a bola sempre acertando o ângulo e para falar a verdade, são esses momentos que fazem com que sintamos uma enorme satisfação, afinal, ali todos nós podemos ser um Messi ou Cristiano Ronaldo.

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Entre os outros destaques do jogo eu gostaria de mencionar a inteligência artificial da defesa, que em boa parte do tempo cumpre bem o seu papel e ainda a Master League, que dessa vez conta com alguns itens que nos permitem melhorar o desempenho dos jogadores, funcionando quase que como um RPG, além da sempre bem vinda recriação da Champions League ou da Libertadores. Ter a oportunidade de ouvir o hino do principal campeonato de clubes do mundo é algo emocionante até nos videogames e nesta edição ainda temos a opção de jogarmos a ML tendo a Copa Libertadores como área, sendo assim, se ganharmos o campeonato nos classificamos para a competição sul-americana.

Por falar em campeonatos, um grande presente para os jogadores brasileiros foi a Konami ter adquirido os direitos para reproduzir todos os clubes do nosso país, sendo assim nenhum torcedor ficará sem poder jogar o Brasileirão com seu time e embora algumas equipes estejam desatualizadas, seus uniformes foram fielmente recriados. O ponto negativo é o fato de na Inglaterra, por exemplo, apenas o Manchester United ter sido licenciado.

Outro ponto que parece ter melhorado muito foi o das partidas online e pelo menos nas vezes que joguei contra outras pessoas pela internet não tive problema algum de conexão, sempre achando adversários rapidamente e as partidas correndo como se estivéssemos jogando no mesmo console.

Mas infelizmente nem tudo é motivo para comemorarmos. É verdade que agora a animação parece muito menos robótica do que nas versões anteriores, mas ainda assim é possível notarmos alguns movimentos pouco naturais dos jogadores e neste aspecto o principal vilão são os goleiros. É simplesmente impressionante o quão artificiais eles parecem e o pior, chega a irritar a maneira como na maioria das vezes ele atuam como meras tábuas na frente do gol, sempre espalmando a bola para a frente e deixando a defesa de cabelo em pé.

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Com tudo isso dito, a conclusão que tiro após jogar o PES 2013 é que por mais que tenhamos o hábito de querer comparar as duas franquias, isso parece um pouco injusto, já que a meu ver, ambas possuem propostas bastante distintas. Talvez a analogia seja um pouco exagerada, mas para mim isso seria o mesmo que comparar um Need for Speed ou Grid com um Gran Turismo ou Forza, com os títulos sendo claramente voltado a públicos consideravelmente diferentes.

Hoje posso dizer que o PES 2013 me agrada mais do que o concorrente? Não, mas isso não quer dizer que o considere ruim, apenas que prefiro uma experiência mais próxima de uma partida de futebol de verdade e nesse aspecto acho que a Konami ainda precisa treinar um pouco mais.

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