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Nova legislação para robôs guerreiros assassinos

14/04/2007 às 17:23

O campo de batalha está se tornando cada vez mais próximo dos filmes de ficção científica. Hoje drones disparam mísseis comandados por operadores do outro lado do mundo. Robôs fazem reconhecimento avançado, e se publicações dizem que robôs armados estão prontos para ser usados no Iraque, muito provavelmente estão na terceira geração já.

Só que há um problema legal. A Lei do Conflito Armado, em vigor nos EUA, exige que um operador humano comande qualquer ato de disparo de arma de fogo feito por um robô.

Isto é: Mesmo que um robô tenha autonomia para identificar um atacante armado, ou um alvo válido, como um tanque ou blindado, ele não pode disparar.

Para contornar isso, foi proposta uma interpretação legal que não deixa de ter seus méritos: Robôs são coisas. Coisas podem atirar em outras coisas. Assim se o robô identificar uma AK-47 dentro de seu raio de ação, irá atirar, de forma autônoma, para inutilizar aquela AK-47. Se tiver algum humano segurando a AK-47, bem... azar. São danos colaterais.

Claro que a proposta de John S. Canning, engenheiro-chefe do Naval Surface Warfare Center é bem mais complexa do que isso, mas a base é essa. Coisas atirando em coisas, discriminando e evitando alvos ilegítimos.

Pelo vista a arte da guerra está cada vez mais próxima do excelente Ender's Game, de Orson Scott Card. Com certeza é bem mais divertido do que ficar fazendo migração de folha de pagamento.

PS: Notem que em nenhum momento citei as 3 Leis da Robótica, essas já foram pro ralo faz tempo.

Fonte: Defense Tech

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