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Valem 100 anos de perdão? Samsung agora sofre com kibadas chinesas na África

12/08/2012 às 23:32

Enquanto nos EUA Apple e Samsung se pegam no gel por causa de alegações de cópia do iPhone/iOS/iPad, na África a Samsung prova do próprio remédio. Quer dizer, prova de uma versão falsificada de péssima qualidade do próprio remédio.

A situação por lá aliás está… sombria. (thanks George Lucas) Em Uganda por exemplo nada menos que 30% dos celulares são falsificações, o que acarreta um prejuízo anual em impostos sonegados de 15 bilhões de Shillings Ugandenses (R$14,45 e duas balas 7 Belo, segundo o último câmbio).

São Nokias, Sony Ericssons e principalmente Samsungs, versões capengas batizados com nomes de Sam Sung, Samsvng e o inacreditável Sumsang:

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Essa desgraça é triband, com suporte a GSM/GPRS/EDGE, tem câmera de 500MP (NÃO PERGUNTE) e roda Windows Mobile 6.1 Professional, se é que dá pra chamar de rodar.

O Quênia também está sendo invadido por falsificações, com prejuízo anual de 3,2 bilhões de Shillings Quenianos (2 Narjaras Turetas e 1 saco de pitombas, na cotação de Sexta). Agora a ANATEL de lá deu ordem para as operadoras desconectarem os celulares ilegais.

COMO isso será feito, não sei,

Esse mercado só existe por causa do preço exagerado dos celulares mais caros na África (a gente sabe como eles se sentem). Dado o uso REAL que celulares têm por lá, incluindo micropagamentos, é uma pena para os fabricantes sérios que essas falsificações estejam se proliferando, mas as pessoas estão tendo acesso a mais tecnologia.

Se Samsung, Nokia, LG querem esse mercado, que criem aparelho com melhor custo/benefício, e usem seus poderes de lobby para baixar a carga tributária dos aparelhos.

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