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Adeus, Tablet. Foi bom enquanto durou.

08/08/2012 às 12:18

O título parece algo meio apocalíptico, e é. A era dos tablets acabou. Mas calma, antes de correr para os comentários e descarregar toda a sua fúria em forma de caracteres pouco educados, deixe eu complementar. A era dos tablets acabou para mim, como indivíduo. Não é uma previsão cataclísmica sobre um mercado que só faz crescer. Só idiotas teriam a audácia de dizer isso num momento como esse.

Tive 3 tablets. O iPad2, o iPad3 e um Asus TF101 com ICS. Em que pese a experiência de uso melhor que tive com os iPads (tela mais fluida, aplicativos mais rápidos e bonitos e uma app store muito mais organizada), essencialmente não há diferença entre os tablets iOS e Android. Até mesmo a ladainha de que "não tem app pra Android" é mentirosa. Tudo o que eu usava no iPad, tem versão para Android com raríssimas exceções de apps que são exclusivas do iOS.

Imagem do primeiro iPad, desenvolvido no Egito. Era conhecido como iPedra.

"Mas por que você não vai mais usar tablet?". Boa pergunta, jovem gafanhoto. Explico. Desde que passei a trabalhar em casa, passei a ficar mais próximo de todos os meus trecos eletrônicos. Não era mais como quando eu trabalhava em escritório. Lá eu só usava, na maioria dos casos, o smartphone. O resto ficava em casa porque era trabalhoso (e perigoso) ficar andando com eles por aí. E eletrônico é igual a piscina: excitante quando você não tem e usa uma vez ou outra, mas quando você tem ali dentro da sua casa você olha todo dia com desdém.

Tendo todos os meus gadgets à disposição, me deparei com a dificuldade de decidir o que usar. Desktop, notebook, tablet, smartphone, videogame. Ficou difícil gerenciar o tempo e dedicar atenção a cada um desses equipamentos. Quando vou usar o iPad? Deitado? E no banheiro? E na sala? Resultado: o iPad ficou parado por 2 meses, sem que eu encostasse a mão sequer uma vez.

Para quem trabalha em casa, resolver as coisas num computador normal é muito mais prático. É chato digitar demais num tablet e acaba sendo cansativo. Com certeza muitos de vocês já usaram tablet na cama e sabem como é incômodo achar uma posição boa que não canse demais os braços, o pescoço e as costas. Por mais que se use qualquer tipo de apoio, usar um tablet deitado não é algo exatamente confortável.

Mesmo sentado, o tablet acaba sendo muito pesado num período um pouco maior de uso. Os braços cansam e você o coloca no colo, fazendo com que tenha que ficar olhando pra baixo, prejudicando a coluna e o pescoço. O que acontece é que o tablet é extremamente fácil, porém extremamente incômodo de usar por longos períodos. No meu caso específico, 99% do que eu faço num tablet consigo fazer no smartphone sem ter que estar com um trambolho nas mãos. É este motivo que me leva a não querer um iPhone maior. Tive um Galaxy SII e a experiência foi terrível. Parece que você só consegue segurar o smartphone se você for jogador da NBA e tiver uma mão gigante. Para mim, rolar a tela com o dedão segurando o smartphone com uma única mão é fundamental. Imagine então se um amputado tiver apenas um dos braços e quiser usar um Galaxy Note, por exemplo. Mas isso é assunto para outro artigo.

Independente da decisão ser pessoal e bem específica (por trabalhar em home office), o incômodo de usar um tablet é para qualquer um. Muitos irão discordar e dizer que usar um tablet é uma delícia. Eu também já achei isso, mas volto a citar o exemplo da piscina. Ampliando um pouco a metáfora, é como se para entrar na piscina você passasse descalço por um caminho cheio de pedriscos.

Para mim, a era do tablet chegou ao fim. Pode ser que se lançarem o iPad Mini eu me empolgue de novo, ou mais pra frente compre outro pro meu filho, quando ele estiver com uns 2 ou 3 anos. Mas no momento, um tablet é um trambolho com pouca ou nenhuma utilidade (serviu como apoio de copo na minha mesa por umas semanas), pesado e cansativo de usar. E eu estou no time do Jaiminho: fazendo de tudo pra evitar a fadiga.

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