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Melhor navegador que ninguém usa atinge 200 milhões de usuários mobile

30/07/2012 às 16:42

Cell-phones

Se no mundo do desktop o Opera é uma piada tão sem-graça que provavelmente fará parte do elenco do Saturday Night Live Brasil, no Mobile ele sempre foi uma Força. Tem a honra de ser meu primeiro programa comprado no celular, ainda nos tempos do Windows Mobile, e valeu cada um dos US$30 da licença.

Ele briga pau-a-pau com os grandes. iOS/Safari ainda é o campeão, com 24.19%, mas o Opera Mobile e Opera Mini, com 21.42% disputam no photochart com o Android e seus 21.97% (fonte)

Apesar daquele mimimi todo, com direito a contador de tempo até a aprovação pela App Store, o Opera não arranhou o mercado do iPhone. Nem do Android, esmagadora maioria prefere o navegador nativo. Isso, entretanto, não é demérito, pois o Opera cumpre uma função social bem séria: É o navegador mais usado na África. DE LONGE, diga-se de passagem.

Lá ele tem 65.67% dos acessos. O segundo colocado, numa segunda posição tipo Shchumacher/Rubinho, é Nokia, com 15.91%. O Android, que se vende como versátil, sucumbe à realidade de que pode ser um excelente sistema em equipamentos top ou medianos, mas em celulares limitados, não orna. Fica com 5.36%.

Esse fenômeno é deveras interessante. A África por exemplo lidera em tecnologia e uso de pagamentos via dispositivos móveis. A ausência e o custo de implantação de infraestrutura de linhas fixas torna o celular a principal e muitas vezes única forma de comunicação, e o alto custo de aparelhos sofisticados faz com que a população apele pro jogo de cintura, com gateways de email e até google via SMS.

Há inclusive o caso de um chefe de polícia no Quênia que usa Twitter como ferramenta de comunicação com a população, atendendo a chamados e mobilizando ajuda popular.

O barateamento da tecnologia permitiu que esses países pulassem etapas, o que é interessante até pra eles, pois as novas tecnologias em geral são de mais rápida implantação, e não estar atrelado a uma rede telefônica arcaica é mais vantagem que desvantagem.

O Opera mini tem parte importante nesse papel, com aquela magia negra que ele faz comprimindo páginas e permitindo acesso web mesmo de aparelhos fraquinhos em linhas capengas. Em um ano seu uso na Costa do Marfim cresceu 600%, em 36 países do continente seu uso dobrou, também no período de um ano. No total são mais de 200 milhões de usuários, uma boa parte com tudo menos um smartphone decente, mas mesmo assim, acessando.

Só posso dizer que estão de parabéns, ao se dedicar a esse lucrativo mas desprezado mercado low-end.

Fonte: TNW

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